Mas isso não é saudade
Não o é pois não o permito ser
Não é a falta, o vazio ou a insanidade
Não é meu sendo assim de tantos outros seres
Isso não é amor, não é artigo
Não é verbo que de algum modo conjugo
Não tem proposição sem um conectivo
Não há espectativas que se monte sozinho
Mas isso não é saudade
E o que não existe não pode fazer falta
Não é fome, então vai passar, é só vontade
Mas isso não pode ser saudade
O efeito passa e sobra a sobriedade
O canal já se alargou para a tal da liberdade
E eu quero chorar, quero provar da minha própria maldade
Mas não consigo preencher o que não é saudade de verdade.
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
depois do eu te amo
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qseumabrastemp
Certas coisas na vida passam voando. São sempre as boas, é claro. E na maioria das vezes, são dessas que não lembramos. Elas quase que marcam e tudo o mais, só não pesam em ti. São quase que de tinta lavável; bastou uma tempestade de lágrimas ou murros secos em portas e pronto! Lá se foram elas outra vez.
Não tenho nada contra esses momentos felizes, não mesmo. Acho até que de tanto imaginar, protagonizar filmes dentro desse molde em minha cabeça, pode ser que eu goste de viver alguns. É só que eles espetam demais depois de lavados. E espetam muito actually.
Você logo esquece do gosto e o espaço que por tão pouco tempo ocuparam permanece ali - vazio, rangendo e intacto. Um momento feliz vivido é um momento perdido e não há nada, nem uma felicidade igual ou maior, que possa substituir aquela porra. Aí você toma aquele vazio como seu, né? Tenta relembrar, montar tudo que aconteceu em seu devido lugar. A imaginação se põe a trabalhar e rescreeve o roteiro todo torto, sua esquizofrenia e solidão pintando as arestas como você realmente queria que fossem. Mas não são.
Certas coisas na vida não duram e momentos felizes não deixam cicatrizes. O dia seguinte carrega o peso de não conseguir ser tão sublime quanto o agora. E, uns dias depois, você nem sequer se recorda do cheiro, a nicotina e o estresse recheando as fatias que já não são mais suas.
E livros, filmes, boa música ou poesia; nada disso irá te salvar. Você pode se esconder em outros corpos e esperar que aquele peso morto todo cheio de vida te bata à porta novamente. E então voará quase tão sublime quanto o antes. Mas no fundo você sabe que não, nada do que vier depois terá o mesmo sabor. O paladar já provou, se acalmou, se acostumou; nada mais é tão novo, não existem mais outros cantos a se descobrir.
Depois do eu te amo, nada mais é melhor do que uma noite de insônia ou café resquentado. Nada mais ferve ou queima. Depois do eu te amo só resta a esquina a dobrar, o telefone a apagar e a busca a continuar.
Não tenho nada contra esses momentos felizes, não mesmo. Acho até que de tanto imaginar, protagonizar filmes dentro desse molde em minha cabeça, pode ser que eu goste de viver alguns. É só que eles espetam demais depois de lavados. E espetam muito actually.
Você logo esquece do gosto e o espaço que por tão pouco tempo ocuparam permanece ali - vazio, rangendo e intacto. Um momento feliz vivido é um momento perdido e não há nada, nem uma felicidade igual ou maior, que possa substituir aquela porra. Aí você toma aquele vazio como seu, né? Tenta relembrar, montar tudo que aconteceu em seu devido lugar. A imaginação se põe a trabalhar e rescreeve o roteiro todo torto, sua esquizofrenia e solidão pintando as arestas como você realmente queria que fossem. Mas não são.
Certas coisas na vida não duram e momentos felizes não deixam cicatrizes. O dia seguinte carrega o peso de não conseguir ser tão sublime quanto o agora. E, uns dias depois, você nem sequer se recorda do cheiro, a nicotina e o estresse recheando as fatias que já não são mais suas.
E livros, filmes, boa música ou poesia; nada disso irá te salvar. Você pode se esconder em outros corpos e esperar que aquele peso morto todo cheio de vida te bata à porta novamente. E então voará quase tão sublime quanto o antes. Mas no fundo você sabe que não, nada do que vier depois terá o mesmo sabor. O paladar já provou, se acalmou, se acostumou; nada mais é tão novo, não existem mais outros cantos a se descobrir.
Depois do eu te amo, nada mais é melhor do que uma noite de insônia ou café resquentado. Nada mais ferve ou queima. Depois do eu te amo só resta a esquina a dobrar, o telefone a apagar e a busca a continuar.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Postado por
qseumabrastemp
vem comigo que teu alimento vai esfriar
o sangue vai secar
a chance vai passar e outra vez
vem comigo que tua cama tá pronta
meus braços a te esperar
vem antes desse shot se gastar
vem comigo que o calor é pra ser teu
pisa nesse coração feito palco num breu
vem antes do dia amanhecer
e voce vem
vem sempre
e sempre veio
eu que não vejo
me chama que eu preciso de um alimento
o sangue não quer parar
a chance já passou e tantas vezes
me chama que eu já não tenho mais cama
me dá teus braços a me enrolar
me chama antes de eu me desencantar
me chama pra ti, por qualquer calor
me deixa dançar sobre ti, onde for
me chama que é pra me amanhecer
o sangue vai secar
a chance vai passar e outra vez
vem comigo que tua cama tá pronta
meus braços a te esperar
vem antes desse shot se gastar
vem comigo que o calor é pra ser teu
pisa nesse coração feito palco num breu
vem antes do dia amanhecer
e voce vem
vem sempre
e sempre veio
eu que não vejo
me chama que eu preciso de um alimento
o sangue não quer parar
a chance já passou e tantas vezes
me chama que eu já não tenho mais cama
me dá teus braços a me enrolar
me chama antes de eu me desencantar
me chama pra ti, por qualquer calor
me deixa dançar sobre ti, onde for
me chama que é pra me amanhecer
"Jogue pro alto, se voltar é seu"
Postado por
qseumabrastemp
Queria poder pensar que você é feito um iô-iô. Que está tudo bem que você se vá tantas vezes porque você sempre volta e com força total. E só vai pois eu te soltei, eu que abri a mão e te deixei ir, te deixei cair mas, ainda, basta um pequeno impulso dessa minha mão toda cheia de veia e você voltaria, sempre forte e sempre minha. Mas não, não se perde o que não se tem. Não se larga aquilo que não se segura. Você nunca esteve aqui de verdade, apenas um pôr do sol constante e distante, quase um efeito alucinógeno, uma bad do caralho - como já ouvi falarem de você, by the way.
E é isso. São palavras e podem existir alguns gestos, tudo tão ensaiado que eu não sei. Já não tenho certeza de onde estou pisando e não gosto de areia, tenho alergia. Quero é um asfalto sobre o qual posso correr, cair, me ralar e ainda assim me levantar porque a porra desse chão é sólido o suficiente pra aguentar todo o peso que carrego dentro de mim, nas costas, à minha volta e nos bolsos. Mas não, é sempre essa idéia de praia, me entendes? Uma praia bonita, eu sei, mas tão entupida de gente quanto Copacabana em uma manhã de Domingo. Sempre algo no caminho, seja um pombo, uma pessoa ou mesmo a areia onde não consigo pisar.
Fizeram um aterro em nós, posso até te jurar. Sinto a sujeira dessa areia tantas vezes já visitada a cada passo que dou. Ou quando paro. Apenas paro e fico refletindo no por quê diabos estou aqui e não lá, em qualquer outro lugar, sozinha ou dentro de alguém. E as vezes, posso até jurar também, que essa areia é movediça. A cada tentativa de fuga, mais me afundo nisso. Mas eu sei que é tudo coisa da minha cabeça.
E então jogo tudo pro alto, por que se voltar, é meu. Se voltar, eu tive. Se voltar, é iô-iô. Aí, se eu me afundar, é só jogar de novo, soltar. Certo? Não sei. Vieram me dizer que tudo que jogamos pro alto, volta. E que o foda é agarrar. Mas eu não sei se quero agarrar ou sequer se tenho habilidade para isso. Se soubesse como, seria agora goleira de algum time grande, não eu. Não isso.
Eu quero mesmo é cuspir pro alto e pro inferno que volte na minha testa, assim bem no meio dela. Quero mais que tudo se exploda, você me entendes? Quero me enfiar n'um trem qualquer, sem destino e sem volta, só viajar por aí e de preferência em linha reta. É, em linha reta sempre. Mas não consigo, também tenho medo de trens. Então me serve um ônibus? Bem, deve dar. Qualquer um menos o 432. Vou pegar um pela cor e só arredar pé dele em seu ponto final.
E se você estiver lá, seja onde for, num ponto de ônibus, numa rodoviária qualquer ou na garagem à esquina do fim do mundo, se você estiver lá esperando por mim, é por que tinha que ser. Se não tiver um rosto conhecido por lá at all, é por que não era em sua areia que eu deveria caminhar.
E é isso. São palavras e podem existir alguns gestos, tudo tão ensaiado que eu não sei. Já não tenho certeza de onde estou pisando e não gosto de areia, tenho alergia. Quero é um asfalto sobre o qual posso correr, cair, me ralar e ainda assim me levantar porque a porra desse chão é sólido o suficiente pra aguentar todo o peso que carrego dentro de mim, nas costas, à minha volta e nos bolsos. Mas não, é sempre essa idéia de praia, me entendes? Uma praia bonita, eu sei, mas tão entupida de gente quanto Copacabana em uma manhã de Domingo. Sempre algo no caminho, seja um pombo, uma pessoa ou mesmo a areia onde não consigo pisar.
Fizeram um aterro em nós, posso até te jurar. Sinto a sujeira dessa areia tantas vezes já visitada a cada passo que dou. Ou quando paro. Apenas paro e fico refletindo no por quê diabos estou aqui e não lá, em qualquer outro lugar, sozinha ou dentro de alguém. E as vezes, posso até jurar também, que essa areia é movediça. A cada tentativa de fuga, mais me afundo nisso. Mas eu sei que é tudo coisa da minha cabeça.
E então jogo tudo pro alto, por que se voltar, é meu. Se voltar, eu tive. Se voltar, é iô-iô. Aí, se eu me afundar, é só jogar de novo, soltar. Certo? Não sei. Vieram me dizer que tudo que jogamos pro alto, volta. E que o foda é agarrar. Mas eu não sei se quero agarrar ou sequer se tenho habilidade para isso. Se soubesse como, seria agora goleira de algum time grande, não eu. Não isso.
Eu quero mesmo é cuspir pro alto e pro inferno que volte na minha testa, assim bem no meio dela. Quero mais que tudo se exploda, você me entendes? Quero me enfiar n'um trem qualquer, sem destino e sem volta, só viajar por aí e de preferência em linha reta. É, em linha reta sempre. Mas não consigo, também tenho medo de trens. Então me serve um ônibus? Bem, deve dar. Qualquer um menos o 432. Vou pegar um pela cor e só arredar pé dele em seu ponto final.
E se você estiver lá, seja onde for, num ponto de ônibus, numa rodoviária qualquer ou na garagem à esquina do fim do mundo, se você estiver lá esperando por mim, é por que tinha que ser. Se não tiver um rosto conhecido por lá at all, é por que não era em sua areia que eu deveria caminhar.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
letters to no one
Postado por
qseumabrastemp
It's Christmas again and the year is already ending. It passed by so quickly, so quickly I barely felt it. Maybe it was because, right in the middle of everything and into my numbness, you showed up... again. But in a completely different way and I just don't know what happened and I've never believed in those stories about love at first sight and well, I still don't buy them yet. Even though I felt as if the ground was swallowing me whole and everything around me was spinning into a black hole leaving only the two of us, standing there as if nothing ever happened before and we were two completely unknown kids, but with all that old everything as a back up. No, I still won't buy it.
I never admit it maybe 'cause I never noticed it, but I think I love you since the very first day when you were coiled up in the corner of the mall, eating your french fries while I just stood there thinking how long it would take me to beg for another cigarette. I loved you there. You looked at me and I felt that fuzzy inside, the one I've been trying to run away from since my very first love. Or crush, we just never know, right? But I don't know... maybe I just numbed it inside because I knew it wouldn't've worked out fine or maybe the time just wasn't right but I ended up burying it and crossing the dancefloor with so many other dancers and now... I can't follow the beat if it's not with you.
God, it is pathetic indeed. I mean, I really feel pathetic. For both feeling it and trying to run from it. But it's just that I can't trust people in this matter, not anymore. I can't take the hurt and you, if you have all this of me with only a glance, God only knows what I'd have left once you decide to walk away.
And that's because of all this apathy I play outside... I'm losing the only thing I asked for this Christmas. I lost it already, actually. God, I really feel like I went too far and I hurt you like I never really meant to. And now you're gone, now you'll run into that cage we all carry along with our hearts and lock yourself there and hide yourself from me and God, I don't want it. No, really. I couldn't take it. I just wanted you and the pain I build by myself because of all those past frustrations and the fears they bring along, well... I just wanted it all to go away. So I hit and hard, over and over. I don't know why though, if deep inside I know I'll never be able to walk away from you.
But it's Christmas, it's a time of love so let there be love. That's what I've been repeating to myself ever since: let there be love, jerk. You know that's all you need. But no, I'll take my steps back and I'll even try to nail back. 'Cause I'm not one you should trust. I get scared. I'm not good enough. I'm a little fucking annoying brat who spoiled herself in order to hide from all the shit she's seen. So yeah, I'm a spoiled brat and I can't face things like this. But I've came to that point where... well, I can't want to live without you.
But it's another year ending and people say it's a time for change and I wanna change. I wanna take you in, let you go for a ride around my world, I wanna let there be love. But at the same time I think I believe I should change back to who I was, strong and unreachable, and leave you alone.
I just want this year to end, really. But I want to be there with you. I want to see the next one coming to life with you by my side. I want to show you I care. I want to let you know I can be a better person if given the chance.
But I don't know. It's like waiting for Santa. Miracles don't happen in real life and this shit I'm stucked in ain't a fucking Hollywood blockbuster. I just wish you were here with me.
And by the way, I'll be wearing your bracelet, I will. And this little necklace I made with the pendant I stole from the gift I bought you. Maybe I'll feel closer. Less alone. Less me.
I never admit it maybe 'cause I never noticed it, but I think I love you since the very first day when you were coiled up in the corner of the mall, eating your french fries while I just stood there thinking how long it would take me to beg for another cigarette. I loved you there. You looked at me and I felt that fuzzy inside, the one I've been trying to run away from since my very first love. Or crush, we just never know, right? But I don't know... maybe I just numbed it inside because I knew it wouldn't've worked out fine or maybe the time just wasn't right but I ended up burying it and crossing the dancefloor with so many other dancers and now... I can't follow the beat if it's not with you.
God, it is pathetic indeed. I mean, I really feel pathetic. For both feeling it and trying to run from it. But it's just that I can't trust people in this matter, not anymore. I can't take the hurt and you, if you have all this of me with only a glance, God only knows what I'd have left once you decide to walk away.
And that's because of all this apathy I play outside... I'm losing the only thing I asked for this Christmas. I lost it already, actually. God, I really feel like I went too far and I hurt you like I never really meant to. And now you're gone, now you'll run into that cage we all carry along with our hearts and lock yourself there and hide yourself from me and God, I don't want it. No, really. I couldn't take it. I just wanted you and the pain I build by myself because of all those past frustrations and the fears they bring along, well... I just wanted it all to go away. So I hit and hard, over and over. I don't know why though, if deep inside I know I'll never be able to walk away from you.
But it's Christmas, it's a time of love so let there be love. That's what I've been repeating to myself ever since: let there be love, jerk. You know that's all you need. But no, I'll take my steps back and I'll even try to nail back. 'Cause I'm not one you should trust. I get scared. I'm not good enough. I'm a little fucking annoying brat who spoiled herself in order to hide from all the shit she's seen. So yeah, I'm a spoiled brat and I can't face things like this. But I've came to that point where... well, I can't want to live without you.
But it's another year ending and people say it's a time for change and I wanna change. I wanna take you in, let you go for a ride around my world, I wanna let there be love. But at the same time I think I believe I should change back to who I was, strong and unreachable, and leave you alone.
I just want this year to end, really. But I want to be there with you. I want to see the next one coming to life with you by my side. I want to show you I care. I want to let you know I can be a better person if given the chance.
But I don't know. It's like waiting for Santa. Miracles don't happen in real life and this shit I'm stucked in ain't a fucking Hollywood blockbuster. I just wish you were here with me.
And by the way, I'll be wearing your bracelet, I will. And this little necklace I made with the pendant I stole from the gift I bought you. Maybe I'll feel closer. Less alone. Less me.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
um outro outubro
Postado por
qseumabrastemp
é essa raiva que guarda do mundo
e tão de ti, só para mim
e se é esse o inimigo, então me diz
por que tem que ser? e ser assim?
é essa sua dor que não passa, vai
esses seus temores e todo o mais
não é só teu não, mas vem de mim
então o melhor é partir.
e só assim aprenderá a ler
quem sabe até encontrará o que é viver
mas não sei fazer poesias
ou escrever belas cartas e umas rimas
não, não de amor
é que essa bosta só rima com dor
e o sorriso e o cheiro, um toque ou dois
é pior que fumar, uns dizem e já ouvi
é morte guardada em cada trago de ti
mas não sou eu que morro a sorrir
e nem você; não, pequena, é isso aí
isso que se construiu, isso que se quebra
isso que não pode ser amor mas não é guerra
é esse seu buraco que meus passos preenchem
uns que aprendi em tantas outras danças
é o movimento de outros quadris que se repetem
mas ainda não aprendi a falar disso
não, não de amor
e tão de ti, só para mim
e se é esse o inimigo, então me diz
por que tem que ser? e ser assim?
é essa sua dor que não passa, vai
esses seus temores e todo o mais
não é só teu não, mas vem de mim
então o melhor é partir.
e só assim aprenderá a ler
quem sabe até encontrará o que é viver
mas não sei fazer poesias
ou escrever belas cartas e umas rimas
não, não de amor
é que essa bosta só rima com dor
e o sorriso e o cheiro, um toque ou dois
é pior que fumar, uns dizem e já ouvi
é morte guardada em cada trago de ti
mas não sou eu que morro a sorrir
e nem você; não, pequena, é isso aí
isso que se construiu, isso que se quebra
isso que não pode ser amor mas não é guerra
é esse seu buraco que meus passos preenchem
uns que aprendi em tantas outras danças
é o movimento de outros quadris que se repetem
mas ainda não aprendi a falar disso
não, não de amor
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
usted
Postado por
qseumabrastemp
Você nunca precisou correr enquanto sangrava, sentar com um sorriso enquanto tudo queimava. Nem nunca precisou tentar fechar com papel as feridas que escondia com seus belos shorts coloridos. Você nunca viu ninguém morrer e precisar continuar andando, então cala a boca.
Você nunca passou fome, nunca viu sua criança chorar por que Papai Noel não veio esse ano. Você nunca ouviu sua mãe se dizer arrependida de ter te deixado nascer. E nem nunca preferiu trocar de lugar com um vegetal para não ter mais que precisar atuar. Então... cala essa boca.
Você nunca precisou engolir o choro enquanto apanhava ou recolher todo o seu material rasgado. Nem nunca foi humilhada ou precisou trabalhar. Você nunca viu o Sol nascer dias a fio por precisar viajar a inocência da sua criança. Então... você já sabe.
Você nunca precisou se fechar para sobreviver. Você nunca escreveu pra prisão, nunca precisou ser revistada, visitada, revisitada. Nunca precisou se apagar, nunca precisou atuar. Você... por Deus.
Você nunca precisou se fechar para sobreviver. Você nunca escreveu pra prisão, nunca precisou ser revistada, visitada, revisitada. Nunca precisou se apagar, nunca precisou atuar. Você... por Deus.
Você não sabe o que é desmaiar de fome e ainda assim ter nojo do seu próprio corpo. Não sabe o que é querer desaparecer para não chamar a atenção de outros e mais outros e se sentir um parque de diversão de todos os doentes por crianças. Você não sabe o que é se vender. Você só teve um coração partido, vai sobreviver.
Não, você não sabe o que é dor. Então... cala essa boca.
Between a sweet retrouvailles and the esprit d'escalier.
Postado por
qseumabrastemp
Meus amores que me perdoem, mas minhas palavras mais belas foram todas para você. Aquela passagem única, exclusiva, aquele chamado nunca anteriormente dado, direto para o meu mundo podre... todo seu também. As lembranças mais doces e os vestígios mais amargos? Quer outra surpresa? É, pequena. A dona desses é você também.
Uma cumplicidade que julguei jamais me permitir conhecer – e desvendar com uma fome gigantesca por amor e a sede por companhia, e amar e necessitar – era então minha mais doce companheira. Era tão minha quanto esse ar que respiro e, não mais que de repente, se foi. É, tão minha mesmo quanto o ar que respiro – artifício esse de necessidade vital que tomo emprestado a todo tempo e pouquissimo pareço dar valor. A fatia escrota da culpa é bastante minha, eu sei.
O que não sei, entretanto, é em que esquina nossos caminhos se separaram. Sempre seguimos as estradas mais tortuosas, eu sei, mas a sua mão estava sempre ali – e para todo, todo o sempre estaria, não é mesmo? - e promessas não eram feitas por que nós simplesmente não precisávamos disso. Amor não é feito de promessas, ele se constrói em atos e laços e abraços e os meus eram somente seus, não é mesmo? Só quero saber em que esquina se deu tal fato. Qual? Ipanema, de certo. Último abraço, de certo.
Talvez nem valha a pena, na verdade. Revisitar esses cantos podres das minhas lembranças, entendes? De que me valeria tentar entender algo que nem sequer deveria ter acontecido em primeiro lugar? Certas coisas são difíceis de engolir, pequena, e são essas, somente essas, que cuspimos para longe e deixamos lá para descansar... descansar até se desfazerem.
Porque dizem que o tempo cura tudo, não é mesmo? E que também apaga, se não estou enganada. Não sei mais quanto se passou, mas nada parece ter se apagado de mim em você e muito menos de você em mim. É só isso que eu espero que saiba. É o Natal vindo por aí, talvez, e todas essas luzes sempre me tocaram, você sabe disso. Sabe sim. Você que me conhece melhor do que ninguém. Você que viu a criança assustada que se traveste de leão. E você que viu o quão podre e cruel pode ser uma criança desajustada e imatura como eu. No fundo você ainda sabe de tudo, eu sei.
É que sim, Natal está vindo aí. Nascimento de Jesus, né? Tempo de fazer as pazes e tudo o mais. Ou que se foda, talvez seja só tempo de se beber em família, comer carne só para depois vomitar e gastar dinheiro. Mas para mim, só por sua causa, tem me parecido um tempo de escrever cartas, dizer desculpas e sentir falta. Muita. Uma falta maior do que essa minha necessidade de pegar ar emprestado. Quase maior que a de puxar a nicotina – minha, só minha. Quase assim como você – para dentro em ordem de manter tudo fora de ordem.
Pego minhas folhas mais bonitas e algumas canetas cheias de carga por que nossas lembranças, pequena, meus sentimentos e minhas desculpas, meu pedido e minhas saudade são todos grandes até demais. Eu poderia bancar a BIC por toda uma vida se fosse escrever tudo que corre e rebate dentro de mim, tudo isso que nos rasgou em duas como nunca fomos. Distante como nunca deveríamos jamais ter pensado em um dia estar.
Mas então logo as largo de lado e lanço mão de mais um desses meus vinte amores. Largo por todos os encontros que antes seriam preenchidos por abraços e por um amor que só fora teu – e sempre assim vai ser, infelizmente agora, felizmente para toda a eternidade e por todas as horas apreciadas -, um amor que preenchia todos os nossos inúmeros buracos e brechas e medos. Tudo, tão única e somente tudo. Por todos esses encontros que antes me alimentariam de vida, de vontade, de certeza e me construiriam um chão... largo por eles, por cada um deles que lentamente se transformaram em frieza, distância, mágoa, rancor e sabe-se Deus quanto mais sentimentos ruins que você, minha flor, sempre desprezara tanto. Largo por eles que agora nada mais são que uma tragada de raiva, um amor jogado ao chão, um olhar que esfaqueia para caminhar para longe. Longe de mim, de quem fui, de quem ainda somos, acredito eu. É, você sabe que eu gosto de acreditar.
Assim como você também já deve ter percebido que aprendi a perdoar. Aprendi a perdoar quem nem o merece tanto assim, quem nem pediu o bastante, quem vai errar e ir embora como antes. Perdôo por que aprendi a amar com a melhor das professoras. Mergulhei nesse mundo de cabeça e agora cadê você, professora? Cadê você para aplaudir, me parabenizar por finalmente me deixar sentir. Por querer deixar mais alguém entrar. Cadê você? Cadê?
O Natal 'tá chegando, pequena, e a chuva não vai embora. O cigarro 'tá acabando e eu sei fazer café forte e gostoso agora. Então cadê você? Cadê?
the world as we know it
Postado por
qseumabrastemp
Muros, grades, seguranças e sensores de movimento não me são estranhos, assim como para qualquer outro carioca, principalmente os que um dia já voltaram para casa com alguma paranóia ou história cabeluda de brinde. Nem mais estranhamos esses objetos estranhos que, de certa forma e para nossos olhos treinados e cansados, são parte da arquitetura do Rio. Sem esses detalhes, nossa cidade nos parece ainda mais nua e nós, deixados à Deus dará.
Mas tenho que confessar, de vez em quando, presto um pouco de atenção às coisas à minha volta quando ando por aí; são as mesmas casas de sempre, lojas, botequins, qualquer coisa normalmente ignorada mas que possa me distrair, principalmente se eu estiver dentro de um ônibus ou entediada em um carro. No último final de semana, sonolenta dentro de um carro dessa vez, acabei por notar todas as casas e edifícios ao meu redor com... cercas elétricas. Já não bastassem os muros gigantescos ou as grades grossas guardando as portarias, agora vejo cercas elétricas – que me pareceram apenas simples arames farpados à uma primeira vista – com avisos com caveirinhas, ou seja, a versão torrada de todo aquele que tentar invadir. Seria tudo isso apenas outra tentativa frustrada de se manter seguro enquanto distante do mundo lá fora?
Veja bem, não estou criticando nenhum deles. Arrisca-se quem se garante e se protege quem tem juízo e eu bem que andaria com zilhões de guarda-costas ao meu redor se tivesse grana para isso. Vida a gente só tem uma, certo? Protegemos-na como podemos. Eu realmente não vejo problema algum em viver por trás de um muro de concreto com cercas elétricas no topo se esta falsa segurança for apenas física e não emocional, se ela for te ajudar a dormir mais tranquilo, me entende? Até porque não é nem um pouco agradável a idéia de alguém invadir o meu espaço e tomar minhas coisas, minhas lembranças. Fora que toda essa proteção dá ao nosso mundinho particular um certo ar de mistério, como se um reino encantado se escondesse por aqui, com leões sábios, elfos gatos, Voldemorts e crianças que nunca crescem.
Mas não é bem assim. Parece que se tornar adulto é se prender no alto de uma maldita torre, fora do alcance de todos, tranquilo na solidão que se esconde por trás dessa falsa segurança sobre a qual tanto falo. São limites que delimitamos para manter distante qualquer indivíduo empenhado demais em nos conhecer de verdade, em invadir o que não é da conta deles, através de certos gestos, fugas de relacionamentos mais íntimos, sabes? Aqueles filtros que usamos quando seguramos a língua antes de falar o que realmente pensamos e até mesmo bloqueando nossas redes sociais... será que tudo isso vale a pena? Realmente funciona?
É o medo do desconhecido, do mais forte vir e arrombar sua segurança apenas para marcar território e mudar tudo de vez só para meter o pé levando com ele seus bens mais preciosos, suas fraquezas tão bem escondidas, souvernirs de seu mundo particular. Ótimos seriam esses muros se o medo de perder algo tão particular não fosse muito mais poderoso do que o de perder seu telefone de última geração ou coisa que o valha; o problema é que ele não te impede só de viver a vida lá fora sem maiores preocupações com quem está te seguindo, mas te impede de viver no lugar de apenas existir, se deixar ser descoberto como você realmente o é e não como apresenta para o seu público cativo e visitantes. Aciona o alarme, mano.
Enfim, por muito tempo acreditei que era melhor viver assim e ainda hoje cuido dos muros que protegem meu mundinho de qualquer bisbilhoteiro sagaz. Mas, para minha imensa alegria, o sensor de movimento que sempre me custou tão caro parece ter bobeado ao detectar uma certa presença estranha no meu jardim. É eu tacando quilos de cimento e alguém com um diacho de uma britadeira mandando meus muros abaixo; óbvio que reclamei e reclamei, resisti e até tentei fugir, mas sou uma fumante asmática, logo correr não é meu maior talento. Então estou tentando deixar o invasor chegar um pouquinho mais longe, sabe-se Deus onde isso pode parar... mas resolvi tentar me socializar com as crianças que nunca crescem daqui e acreditar em fadas.
Mas é óbvio que continuo carregando meu spray de pimenta pronto para espirrar em ambos perigos, afinal de contas, tanto meu celular quanto meus segredos são preciosos demais pra sair por aí dando bobeira.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
brilhante - clarissa
Postado por
qseumabrastemp
Eu queria ser como você, Clarisse. Sempre tão certas das coisas, nada parece nunca alcançar você. As vezes acho que nunca ninguém conseguiria te machucar. É que você é tão brilhante.
Que quase me cega, é. De certo. Eu estava tão sozinha aqui no meu canto por todo esse tempo que você passou longe que talvez tentar te buscar de volta, te ter de volta, poderia me salvar e me carregar até lá. Não importava para onde, entendes? Só algum lugar onde eu me sentisse em casa, um alguém quem eu tivesse orgulho de dizer quem sou.
É que eu estava tão cansada. De tentar, de amar e de nada receber de volta. Nenhum pagamento, nenhum afago, nenhuma forma verdadeira de afeto. Só aquelas mesmas em fila indiana que poderiam ter as mesmas caras e curvas e cores que eu nem perceberia alguma diferença. E eu sei que eu deveria ter percebido antes, em toda a sua frieza, o que poderia ter sido meu. Mas sou tola, Clarisse. Só aprendo no erro.
Mas alguém lá em cima deve ser muito meu amigo para te botar novamente ao meu alcance. Eu sabia que você não teria mudado tanto, eu contava com isso. Algo de mim ainda devia restar no canto de algum lugar teu, debaixo do chão, atrás de memórias melhores, eu não sei. Mas alguma coisa haveria de ter.
E errada eu não estava, você nunca me esqueceu. E a hora é essa; a minha única chance de viver os filmes hollywoodianos que sempre procurei. Mas nada me parece certo, ainda, então devo sofrer por você. Por cada vez que ouço sua voz trocar um amor por um Clarissa, frio e contido.
Nada me parece certo, ainda, você nem me preencheu. Mas é tudo que eu tenho, um pouquinho mais perto do que eu preciso ver. É por isso que eu tento, vida, construir alguma coisa verdadeira dentro desse gelo teu.
Mas talvez você nunca tenha me amado de verdade, talvez eu nunca tenha te alcançado. Mas é que eu só queria ser você, Clarisse. Me perdoe se um dia deixei parecer que queria te ter.
Que quase me cega, é. De certo. Eu estava tão sozinha aqui no meu canto por todo esse tempo que você passou longe que talvez tentar te buscar de volta, te ter de volta, poderia me salvar e me carregar até lá. Não importava para onde, entendes? Só algum lugar onde eu me sentisse em casa, um alguém quem eu tivesse orgulho de dizer quem sou.
É que eu estava tão cansada. De tentar, de amar e de nada receber de volta. Nenhum pagamento, nenhum afago, nenhuma forma verdadeira de afeto. Só aquelas mesmas em fila indiana que poderiam ter as mesmas caras e curvas e cores que eu nem perceberia alguma diferença. E eu sei que eu deveria ter percebido antes, em toda a sua frieza, o que poderia ter sido meu. Mas sou tola, Clarisse. Só aprendo no erro.
Mas alguém lá em cima deve ser muito meu amigo para te botar novamente ao meu alcance. Eu sabia que você não teria mudado tanto, eu contava com isso. Algo de mim ainda devia restar no canto de algum lugar teu, debaixo do chão, atrás de memórias melhores, eu não sei. Mas alguma coisa haveria de ter.
E errada eu não estava, você nunca me esqueceu. E a hora é essa; a minha única chance de viver os filmes hollywoodianos que sempre procurei. Mas nada me parece certo, ainda, então devo sofrer por você. Por cada vez que ouço sua voz trocar um amor por um Clarissa, frio e contido.
Nada me parece certo, ainda, você nem me preencheu. Mas é tudo que eu tenho, um pouquinho mais perto do que eu preciso ver. É por isso que eu tento, vida, construir alguma coisa verdadeira dentro desse gelo teu.
Mas talvez você nunca tenha me amado de verdade, talvez eu nunca tenha te alcançado. Mas é que eu só queria ser você, Clarisse. Me perdoe se um dia deixei parecer que queria te ter.
Postado por
qseumabrastemp
the broken thin glass under their weigh
in which beneath we may drop
in which beneath we may love
other drown out whishes we hurt to hide
in which we still believe to drown
in which we still build to swallow
the long dirty ends crave their own way into
lifeless lovers dancing along to their corpses
until one has never felt so alive
but one's never felt so used up
take a hand, numb a wish, enjoy the pain
as the glass turns into nothing but disdain
hold to their promises
just hold to your vain
nothing is felt so no souvenir is taken
just another trace left to be untraced.
in which beneath we may drop
in which beneath we may love
other drown out whishes we hurt to hide
in which we still believe to drown
in which we still build to swallow
the long dirty ends crave their own way into
lifeless lovers dancing along to their corpses
until one has never felt so alive
but one's never felt so used up
take a hand, numb a wish, enjoy the pain
as the glass turns into nothing but disdain
hold to their promises
just hold to your vain
nothing is felt so no souvenir is taken
just another trace left to be untraced.
se nada sei
Postado por
qseumabrastemp
Eu queria mais que algumas promessas, algo que me fizesse ficar. Algo como aprender a andar de bicicleta, talvez. As vezes tenho quase uma plena certeza de que não sei o que quero, mas sei que quero algo.
Alguma segurança? Algo que eu pudesse tocar, talvez? Mas que pelo menos me preenchesse a todo tempo e que eu nunca mais quisesse chorar. É que eu nunca consigo chorar quando deveria e aí já começo a pensar que nem sinto mais nada e então me bate um desespero que só Deus vendo e não tenho mais certeza de praticamente nada. É quando eu sei que ainda sinto, né? Acho que só perdi o jeito de como lidar com essas coisas. Esse tempo distante do meu pior lado me fez perder toda a manha.
Só sei que me arrumar algo concreto não machucaria, pelo menos não dessa vez. Mais que palavras, olhares ou gestos. Essas coisas o tempo leva e a gente não consegue guardar, segurar por aqui. Só queria saber que não rodei e rodei para voltar àquele mesmo ponto, ainda que ele me pareça o certo, algo mais próximo de casa.
Só que eu penso demais, penso até começar a achar que talvez, quem sabe, eles tenham razão e eu só precise de umas boas noites regadas à álcool, sexo sem compromisso - e nomes, histórias, essências ou gostos -, alguns machucados para lembrar das aventuras e encontrarei alguém melhor. Não sei qual seu parâmetro de bom ou melhor, do certo para mim, mas acho que discordo dele.
Mas então eu paro para pensar e, meu Deus, o que mais eu poderia querer? Eu sei que pior não fica mas melhorar? Eu não mereço algo melhor, não vou ter esse melhor e nem acho que vou procurar. Não sou assim. Vou arredar o pé antes de chegar lá. Mas não sei, não machucaria saber onde diabos estou pisando afinal. Acho que eu não quero o melhor, só quero o que quase encaixa nesse vazio.
Mas é só uma questão de paciência, é meio que uma prova dos nove e se eu aguentar por tudo isso, se eu chegar lá e saber disso, é por que era pra ser. Se não, era só mais uma das milhares de provas de que eu encontrei outra ponte. É, outra... não sei, outra lição. Mais um degrau para que eu me transformasse em quem tenho que ser, para que eu preparasse tudo para quem tem que vir preencher isso aqui (mesmo que eu não queira outro alguém, pelo menos não agora).
E de aproveitar essas horas massantes, a distância e os contras. Aceitar e acolher tudo isso para tentar aprender uma coisa ou outra. Alguma hora isso vai pra frente ou afunda de vez, é só respirar fundo e esperar encontrar seus braços novamente.
E está tudo bem, eu sei que sim. Alguns maços e uns delírios depois, eu sei que ainda sou aquele menino pré-adolescente e perturbado com meus hormônios. Então para que me preocupar, me segurar ou impedir? Para que fugir? Quem sou eu para falar de amor se nada sei? Por isso me calo, já percebi o quanto erram aqueles que falam demais, que tomam tudo como certo e de seu pleno conhecimento. Por isso me calo e espero. É, espero. Espero por quem vai vir aqui me ensinar um pouquinho disso e quem sabe conseguir me fazer abrir a boca para falar de amor.
Alguma segurança? Algo que eu pudesse tocar, talvez? Mas que pelo menos me preenchesse a todo tempo e que eu nunca mais quisesse chorar. É que eu nunca consigo chorar quando deveria e aí já começo a pensar que nem sinto mais nada e então me bate um desespero que só Deus vendo e não tenho mais certeza de praticamente nada. É quando eu sei que ainda sinto, né? Acho que só perdi o jeito de como lidar com essas coisas. Esse tempo distante do meu pior lado me fez perder toda a manha.
Só sei que me arrumar algo concreto não machucaria, pelo menos não dessa vez. Mais que palavras, olhares ou gestos. Essas coisas o tempo leva e a gente não consegue guardar, segurar por aqui. Só queria saber que não rodei e rodei para voltar àquele mesmo ponto, ainda que ele me pareça o certo, algo mais próximo de casa.
Só que eu penso demais, penso até começar a achar que talvez, quem sabe, eles tenham razão e eu só precise de umas boas noites regadas à álcool, sexo sem compromisso - e nomes, histórias, essências ou gostos -, alguns machucados para lembrar das aventuras e encontrarei alguém melhor. Não sei qual seu parâmetro de bom ou melhor, do certo para mim, mas acho que discordo dele.
Mas então eu paro para pensar e, meu Deus, o que mais eu poderia querer? Eu sei que pior não fica mas melhorar? Eu não mereço algo melhor, não vou ter esse melhor e nem acho que vou procurar. Não sou assim. Vou arredar o pé antes de chegar lá. Mas não sei, não machucaria saber onde diabos estou pisando afinal. Acho que eu não quero o melhor, só quero o que quase encaixa nesse vazio.
Mas é só uma questão de paciência, é meio que uma prova dos nove e se eu aguentar por tudo isso, se eu chegar lá e saber disso, é por que era pra ser. Se não, era só mais uma das milhares de provas de que eu encontrei outra ponte. É, outra... não sei, outra lição. Mais um degrau para que eu me transformasse em quem tenho que ser, para que eu preparasse tudo para quem tem que vir preencher isso aqui (mesmo que eu não queira outro alguém, pelo menos não agora).
E de aproveitar essas horas massantes, a distância e os contras. Aceitar e acolher tudo isso para tentar aprender uma coisa ou outra. Alguma hora isso vai pra frente ou afunda de vez, é só respirar fundo e esperar encontrar seus braços novamente.
E está tudo bem, eu sei que sim. Alguns maços e uns delírios depois, eu sei que ainda sou aquele menino pré-adolescente e perturbado com meus hormônios. Então para que me preocupar, me segurar ou impedir? Para que fugir? Quem sou eu para falar de amor se nada sei? Por isso me calo, já percebi o quanto erram aqueles que falam demais, que tomam tudo como certo e de seu pleno conhecimento. Por isso me calo e espero. É, espero. Espero por quem vai vir aqui me ensinar um pouquinho disso e quem sabe conseguir me fazer abrir a boca para falar de amor.
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
blame it on conor
Postado por
qseumabrastemp
now i've been trying to cry since 3 am last night
but i guess it seems as i simply ran out of water
i'd settle for any filling for this void, this null i avoid
anything would be better than...
so i just drink what i get
an old sake or what's left
some meanless conversations made to waste
as i slow my pace into some sort of fate
i know i could've learned back in time, it's true
but now it's just too boring to crawl out of this room
or maybe i'm just too tired to stand up and roam
but one day for sure i'll memorize how it tastes
now my face's dead and still
can't neither smile or cringe
but it's just my way to get by, i'd say
as i swallow the rants i can't give away
but this bus won't stop and this book won't read itself
i'm running out of time and i can't do nothing but sigh
they seem worried now, that a crying's been replaced by silence
if only they saw i couldn't care less
so i kind of do what i can
cherish my twenty friends
packing a thousand packs under the amp
so i'll pretend i'm some kind of starving genious or some shit
but i swear i'll love your hate, feed this doubt you can't take
i'll wear the mask you made, i'll be what it takes
as long as i can walk away
and i swear i'll treat you morphine, if that's what puts you to sleep
i'll even make you slip away, quietly and numb
as long as i can walk away
but i guess it seems as i simply ran out of water
i'd settle for any filling for this void, this null i avoid
anything would be better than...
so i just drink what i get
an old sake or what's left
some meanless conversations made to waste
as i slow my pace into some sort of fate
i know i could've learned back in time, it's true
but now it's just too boring to crawl out of this room
or maybe i'm just too tired to stand up and roam
but one day for sure i'll memorize how it tastes
now my face's dead and still
can't neither smile or cringe
but it's just my way to get by, i'd say
as i swallow the rants i can't give away
but this bus won't stop and this book won't read itself
i'm running out of time and i can't do nothing but sigh
they seem worried now, that a crying's been replaced by silence
if only they saw i couldn't care less
so i kind of do what i can
cherish my twenty friends
packing a thousand packs under the amp
so i'll pretend i'm some kind of starving genious or some shit
but i swear i'll love your hate, feed this doubt you can't take
i'll wear the mask you made, i'll be what it takes
as long as i can walk away
and i swear i'll treat you morphine, if that's what puts you to sleep
i'll even make you slip away, quietly and numb
as long as i can walk away
beijo grande pra quem tentar estudar economia política e termina o dia com uma música deprimente. obrigada, conor. obrigada, vida.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
no dope, no hope - clarisse
Postado por
qseumabrastemp
O tempo está passando tão devagar ou tão rápido, já nem sei mais, que ainda é uma terça feira e eu sinto como se estivesse, não sei, na quinta. Tudo começou naquela maldita quinta passada, eu não sei, parece que meu chão sumiu e levou junto com ele toda e qualquer noção que já tive da realidade e do tempo que esta leva para passar e nos arrancar certas coisas. Fui lá, para aquele lugar que acostumei a chamar de lar - mas que agora é só um lá, como todos os outros -; encontrei-o, neguei-o. E então veio o dia seguinte e esperei, não lembro o que fiz, não sei bem o que pensei. Só sei que de quinta para sexta eu não dormi por alguma razão e agora, eu não sei, acho que até lembro de alguma coisa. Alguma conversa importante, alguma coisa; mas era feriado e nos feriados nada importam.
Então chegou mesmo a sexta e enrolei o máximo que pude; procrastinei. Procrastinar é uma das palavras que mais gosto. Procrastinei. O tempo seguiu e esperei, esperei novamente. Fumei e fumei várias vezes mas não me acalmei, nada nunca me acalma, muito menos ultimamente. Outra conversa, mas dessa vez nem um pouco importante, na verdade não me importei nem um pouco mas precisava matar o tempo e sei que você vai estar sempre ali já que você serve é pra isso. Fumei um pouco mais e finalmente entrei. Entrei e então puxei o primeiro copo. E mais outro, pediram cigarros e me deram; flashes, sorrisos e eu já nem sei mais o quê. Bebi, bebi e me diverti; fugi e mijei. Acho até que me escondi.
E então horas inacabáveis, pessoas malditas, mas ali na frente estava tudo caminhando corretamente. Aqui embaixo, aqui ao meu redor, pessoas amadas, tudo caminhando corretamente nessa nossa estrada torta. Outros encontros, sorrisos, outros cigarros pedidos. E então a hora passou. Passou e esperei novamente; chocolates e nem gosto deles. Vinho, vinho caro e bom e de graça ali, ele ainda não tinha chegado. Flashes, no flashes, só uma confusão e agora de nada sei e amanhã de menos ainda me lembrarei. Ele, ele, confusão, flashes, confusão. Outro não, nego aquilo que desconheço; sempre. Esqueci a porra da bolsa, acho que esqueci quem sou.
Então chegou o outro dia, o sábado, eu acho. Pouca ressaca física apesar da mistura e da falta de comida de antes - por que depois tive larica, bateu o desespero de ter outra porra naquela bebida. Devia ter ouvido alguém, alguém deve ter me avisado. A ressaca era moral por que tenho escrúpulos adoráveis dos quais nunca largo. É. Mas então voltei para o lá - que costumava ser lar - e vi café e lembranças da infância e parques abandonados e talvez eu tenha me sentido em casa novamente, mas voltei lá e me escondi por que bem, tenho medo do desconhecido. Desculpas à fadas e estava tudo certo, lá - que não sentia mesmo como lar - estava eu fugindo e negando novamente.
E mais tarde mais bebida, eu era eu novamente, mas agora existiam outros eu também. Nenhum contato, acho que eu não precisava de você naquela hora, eu ainda tinha os meus cigarros e os meus...
Então o tempo passou, não durmo. Cansei, quero sumir de você por que você é um saco. Mas eles são tão adoráveis, talvez eu devesse dá-los uma chance, foi o que eu decidi. É que eu decidi que não ia mais fugir e ir dormir na vontade. O céu era cinza hoje.
Mas então você pediu pra ficar e eu fiquei, estou tão cansada de tudo que até consegui cochilar. Mas então veio esse dia de terça que mais me parece uma quinta e, meu Deus, ele poderia ser eu; eu não teria problemas em ser ele, eu até gostaria de ser ele. Mas eu não sei, não sei. Acho que se fossêmos um o apocalipse aconteceria. Mas como não acredito no fim do mundo, deixei estar.
Mas já está tão tarde de novo e eu não consigo dormir, apesar do sono. Você veio de novo e, cacete, você cansa. Você e, putaquepariu, todo esse seu circo - nunca vou conseguir chamar isso de meu. Mas aí eu cansei e deitei, achei que talvez pudesse dormir para chegar logo a quarta e depois eu finalmente viver a quinta. Estou ficando com medo da quinta, sabia?
Mas nada dava em porra alguma então eu levantei e saí ligando, acendendo tudo - tv, luz, computador, cigarro, a porra toda. Fui na cozinha buscar umas coisas, mastiguei e cuspi tudo menos o café. Então eu continuei sentindo que algo faltava por ali, peguei o livro e fui fumar.
Então eu estava ali na sala, fumando e lendo e pensando no que diabos eu estava fazendo, quando ele veio com seus olhos desesperados apenas para refletir os meus. Deixei-o vir, me ensinar um pouco o que viria a ser o afeto. Então pensei que não devo ser uma má pessoa, não lá dentro, ou ele não iria vir ao meu encontro toda madrugada que saio para a sala só para fumar e de vez em quando ler, noutras só reclamar, mentalmente e sozinha, de tudo, grande ou pequeno, que de alguma forma me incomoda tanto.
Ouço grunhidos vindos do outro quarto e sons de pés a mexer em chinelos, membros a procurar um caminho seguro no escuro e olho para o relógio - três e caralhadas da manhã -, estou cansada e bocejando e eu deveria conseguir dormir, mas como sempre estou sem sono. E então ela vem, meio perdida e mansa só por que está dopada de sono - and no dope, no hope - e já até posso ouvir sua voz irritante repetir para mim "Clarisse, vai dormir". Nem seis segundos depois e sua boca seca da madrugada de sono que aproveitara - e que eu perdira jogada na cama me perguntando por quê diabos não durmo quando estou tão cansada - mexia-se apenas para cuspir exatamente o que eu previra. Dei de ombros. Foda-se. Como se um maldito dum resmungo fosse me enfeitiçar e me derrubar desacordada em algum canto daquele apartamento.
E então trancou-se no banheiro e dei mais algumas outras tragadas. Pensei novamente naquilo que havia escrito mais cedo, sobre muros e trancas e aquela falsa segurança que erguemos para nos manter longe dos pivetes e dos amantes bisbilhoteiros. Voltei meus olhos para o livro em meu colo enquanto ouvia o pequeno ser - queria chamá-lo de indivíduo mas não sei, acho que não dá. Indivíduo algum poderia gostar de mim a ponto de lamber meus pés - seguia para a porta que dava para o pequeno cubículo que dividia o quarto do banheiro; coitado, esperando, calado, alguma forma de afeto vir dela.
Então ela saiu, voltou para o outro quarto e segui para a cozinha já que o cigarro havia acabado (e o maço estava prestes a tomar o mesmo caminho). Bebi, eu não sei, uns três goles d'água pensando no que iria escrever quando sentasse o rabo aqui de novo, de frente pro computador, onde estou agora. Estou sentada e escrevendo sobre coisa alguma e ainda sem saber o que quero dizer.
Então..
Então chegou mesmo a sexta e enrolei o máximo que pude; procrastinei. Procrastinar é uma das palavras que mais gosto. Procrastinei. O tempo seguiu e esperei, esperei novamente. Fumei e fumei várias vezes mas não me acalmei, nada nunca me acalma, muito menos ultimamente. Outra conversa, mas dessa vez nem um pouco importante, na verdade não me importei nem um pouco mas precisava matar o tempo e sei que você vai estar sempre ali já que você serve é pra isso. Fumei um pouco mais e finalmente entrei. Entrei e então puxei o primeiro copo. E mais outro, pediram cigarros e me deram; flashes, sorrisos e eu já nem sei mais o quê. Bebi, bebi e me diverti; fugi e mijei. Acho até que me escondi.
E então horas inacabáveis, pessoas malditas, mas ali na frente estava tudo caminhando corretamente. Aqui embaixo, aqui ao meu redor, pessoas amadas, tudo caminhando corretamente nessa nossa estrada torta. Outros encontros, sorrisos, outros cigarros pedidos. E então a hora passou. Passou e esperei novamente; chocolates e nem gosto deles. Vinho, vinho caro e bom e de graça ali, ele ainda não tinha chegado. Flashes, no flashes, só uma confusão e agora de nada sei e amanhã de menos ainda me lembrarei. Ele, ele, confusão, flashes, confusão. Outro não, nego aquilo que desconheço; sempre. Esqueci a porra da bolsa, acho que esqueci quem sou.
Então chegou o outro dia, o sábado, eu acho. Pouca ressaca física apesar da mistura e da falta de comida de antes - por que depois tive larica, bateu o desespero de ter outra porra naquela bebida. Devia ter ouvido alguém, alguém deve ter me avisado. A ressaca era moral por que tenho escrúpulos adoráveis dos quais nunca largo. É. Mas então voltei para o lá - que costumava ser lar - e vi café e lembranças da infância e parques abandonados e talvez eu tenha me sentido em casa novamente, mas voltei lá e me escondi por que bem, tenho medo do desconhecido. Desculpas à fadas e estava tudo certo, lá - que não sentia mesmo como lar - estava eu fugindo e negando novamente.
E mais tarde mais bebida, eu era eu novamente, mas agora existiam outros eu também. Nenhum contato, acho que eu não precisava de você naquela hora, eu ainda tinha os meus cigarros e os meus...
Então o tempo passou, não durmo. Cansei, quero sumir de você por que você é um saco. Mas eles são tão adoráveis, talvez eu devesse dá-los uma chance, foi o que eu decidi. É que eu decidi que não ia mais fugir e ir dormir na vontade. O céu era cinza hoje.
Mas então você pediu pra ficar e eu fiquei, estou tão cansada de tudo que até consegui cochilar. Mas então veio esse dia de terça que mais me parece uma quinta e, meu Deus, ele poderia ser eu; eu não teria problemas em ser ele, eu até gostaria de ser ele. Mas eu não sei, não sei. Acho que se fossêmos um o apocalipse aconteceria. Mas como não acredito no fim do mundo, deixei estar.
Mas já está tão tarde de novo e eu não consigo dormir, apesar do sono. Você veio de novo e, cacete, você cansa. Você e, putaquepariu, todo esse seu circo - nunca vou conseguir chamar isso de meu. Mas aí eu cansei e deitei, achei que talvez pudesse dormir para chegar logo a quarta e depois eu finalmente viver a quinta. Estou ficando com medo da quinta, sabia?
Mas nada dava em porra alguma então eu levantei e saí ligando, acendendo tudo - tv, luz, computador, cigarro, a porra toda. Fui na cozinha buscar umas coisas, mastiguei e cuspi tudo menos o café. Então eu continuei sentindo que algo faltava por ali, peguei o livro e fui fumar.
Então eu estava ali na sala, fumando e lendo e pensando no que diabos eu estava fazendo, quando ele veio com seus olhos desesperados apenas para refletir os meus. Deixei-o vir, me ensinar um pouco o que viria a ser o afeto. Então pensei que não devo ser uma má pessoa, não lá dentro, ou ele não iria vir ao meu encontro toda madrugada que saio para a sala só para fumar e de vez em quando ler, noutras só reclamar, mentalmente e sozinha, de tudo, grande ou pequeno, que de alguma forma me incomoda tanto.
Ouço grunhidos vindos do outro quarto e sons de pés a mexer em chinelos, membros a procurar um caminho seguro no escuro e olho para o relógio - três e caralhadas da manhã -, estou cansada e bocejando e eu deveria conseguir dormir, mas como sempre estou sem sono. E então ela vem, meio perdida e mansa só por que está dopada de sono - and no dope, no hope - e já até posso ouvir sua voz irritante repetir para mim "Clarisse, vai dormir". Nem seis segundos depois e sua boca seca da madrugada de sono que aproveitara - e que eu perdira jogada na cama me perguntando por quê diabos não durmo quando estou tão cansada - mexia-se apenas para cuspir exatamente o que eu previra. Dei de ombros. Foda-se. Como se um maldito dum resmungo fosse me enfeitiçar e me derrubar desacordada em algum canto daquele apartamento.
E então trancou-se no banheiro e dei mais algumas outras tragadas. Pensei novamente naquilo que havia escrito mais cedo, sobre muros e trancas e aquela falsa segurança que erguemos para nos manter longe dos pivetes e dos amantes bisbilhoteiros. Voltei meus olhos para o livro em meu colo enquanto ouvia o pequeno ser - queria chamá-lo de indivíduo mas não sei, acho que não dá. Indivíduo algum poderia gostar de mim a ponto de lamber meus pés - seguia para a porta que dava para o pequeno cubículo que dividia o quarto do banheiro; coitado, esperando, calado, alguma forma de afeto vir dela.
Então ela saiu, voltou para o outro quarto e segui para a cozinha já que o cigarro havia acabado (e o maço estava prestes a tomar o mesmo caminho). Bebi, eu não sei, uns três goles d'água pensando no que iria escrever quando sentasse o rabo aqui de novo, de frente pro computador, onde estou agora. Estou sentada e escrevendo sobre coisa alguma e ainda sem saber o que quero dizer.
Então..
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
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