Muitos reis, muitos reis mas nenhum de ouro. Nenhuma dama e aquele valete vermelho ou abóbora, nunca soube muito bem, com aquele balãozinho ali embaixo. Era muito amada e não havia nenhuma outra dama entre elas. Mas também nenhum obstáculo seria vencido.
Em suma, apenas a certeza do óbvio, quase que uma desnutrição do incerto. Nada de ouro no meio de uma bando de merda; nada alem de suas mentiras em penas brilhantes e pássaros. E sabe-se Deus mais o que diabos.
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quinta-feira, 31 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
aqui, agora e de verdade.
Postado por
qseumabrastemp
Aqui.
Apenas o eu, fantasiado de Morfeu.
Nada além do véu, do suor e do breu.
Apenas o eu, a única coisa que me pertenceu.
A coisa única que sempre foi nunca.
Única
Sempre
Nunca
Coisa apenas.
Agora.
Apenas o eu, como havia de sempre ser.
Não amanhã ou depois, apenas deitar-se e nada ver.
Montar e ser montada, tudo sentir e nada viver, nenhuma gota reter.
Apenas o eu, apenas ser.
O agora, não o ontem; não o amanhã que não pode chegar.
Nas lembranças, criança, apenas deitar a cabeça quando chapada conseguir voltar
Somente, única e apenas e tão docemente, somente se for para não sonhar.
Se enganar
Montar
Cair
Deixar a guarda alcançar
Apenas o agora
única e apenas e tão docemente
Somente ganhar.
E de verdade.
Apenas o eu, sempre tão teu.
Respira fundo, boneca, deixa ir.
Let the good air out, let the trip in.
Deixa sangrar, pequena, mas let it be.
E dividida entre Beatles e Rolling Stones
entre o bem e o mal, o que se quer e o que se pode
Seja apenas você, apenas o que se pode vender
Seja ele, se apague, vire ela.
Vista a capa que mais lhe convir
Mas não deixe nunca, ninguém
Não deixe ninguém nunca descobrir.
Apenas o eu, fantasiado de Morfeu.
Nada além do véu, do suor e do breu.
Apenas o eu, a única coisa que me pertenceu.
A coisa única que sempre foi nunca.
Única
Sempre
Nunca
Coisa apenas.
Agora.
Apenas o eu, como havia de sempre ser.
Não amanhã ou depois, apenas deitar-se e nada ver.
Montar e ser montada, tudo sentir e nada viver, nenhuma gota reter.
Apenas o eu, apenas ser.
O agora, não o ontem; não o amanhã que não pode chegar.
Nas lembranças, criança, apenas deitar a cabeça quando chapada conseguir voltar
Somente, única e apenas e tão docemente, somente se for para não sonhar.
Se enganar
Montar
Cair
Deixar a guarda alcançar
Apenas o agora
única e apenas e tão docemente
Somente ganhar.
E de verdade.
Apenas o eu, sempre tão teu.
Respira fundo, boneca, deixa ir.
Let the good air out, let the trip in.
Deixa sangrar, pequena, mas let it be.
E dividida entre Beatles e Rolling Stones
entre o bem e o mal, o que se quer e o que se pode
Seja apenas você, apenas o que se pode vender
Seja ele, se apague, vire ela.
Vista a capa que mais lhe convir
Mas não deixe nunca, ninguém
Não deixe ninguém nunca descobrir.
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a arte de ter razão.
Postado por
qseumabrastemp
Sou expert na arte de convencer pessoas, mesmo que quase nunca eu tenha razão. Não sei se são meus olhos, algum gingue na expressão corporal ou só a minha habilidade de falar as coisas certas na hora errada mesmo. Não sei... não faço idéia de quem eu puxei isso, talvez do meu bisavô estelionatário ou do nazista, mas sei que esse dom sempre me levou muito mais longe do que qualquer verdade que eu tenha tentado seguir. Mas, como tudo nesse mundo, algumas vezes ele também falha e até comigo mesma. Me encaro no espelho e, mesmo que esteja vendo três de mim através de um caleidoscópio, me encaro nos olhos e repito o quê devo até achar que me convenci. E então respiro fundo e saio para viver. Mas não, alguma hora tudo falha. E eu também.
Porém, se existe algo nesse mundo que eu odeie com todas as minhas tripas é gente indecisa; exatamente por eu ser a pessoa mais indecisa da paróquia e saber o quanto isso pode ser irritante. O quê eu quero agora não é a mesma coisa que eu vou almejar meia hora depois, mas tudo tem um mojito - eu me engano, me deixo levar, mas meu subconsciente sempre aciona o alarme e me avisa de que é a hora de pular pra fora do barco por que não tem Jack algum pra congelar mar afora só para deixar o piano todo para mim. É. Não tem um Leonardo DiCaprio morrendo por mim não.
Mas minha vida tem de tudo para ser um grande filme hollywoodiano - as tramas, os dramas, as personagens filhas da puta, tudo e ainda mais um pouco. Acho que nem Maria do Bairro sofreu tanto quanto eu ou A Usurpadora já fudeu tanta gente quanto quem vos fala no momento. Para me barrar, nem Paola. Talvez depois de uns Josés Cuervos, mas ainda assim? É difícil me topar. E apesar de toda a minha fama de que não valho o chão em que piso ou o pão integral que como, ainda assim tem gente que acha que pode me fazer de boba e sair lucrando com isso, ali pelo cantinho, meio que pela esquerda, sem saber que a vida é na verdade um boomerang e toda merda que vai, volta. Se você cospe pro alto de certo vai voltar na sua testa, não importa o quão sagaz você se considere ser. Ninguém consegue escapar das próprias armadilhas, é a vida; mas como diria Caio, é doce. A vida é um doce e ou você cai de boca nela sem ligar para as calorias ou os efeito retardatários ou vai passar o resto de seus dias ali, sentada, só assistindo a banda passar. E, venhamos e convenhamos, nada dói mais do que assistir espetáculo alheio enquanto o seu não sai das coxias - ou sequer do papel.
Mas tudo isso não tem me entristecido não, não mesmo. Enquanto algumas pessoas não engolirem o seu orgulho e aceitarem que são tão merdas quanto sempre fui e a stripper da esquina há de ser, enquanto isso não me doerei em nada, não me doarei em mais nada. Já não vejo mais lucro e estou me esgotando de razões para continuar apostando nessa Bolsa que está caindo mais rápido que a do Japão - nosso balanço está em queda livre. Não há mais motivos; o único que realmente importava, o alguém quem realmente importava, não está mais ali. E nem em lugar algum. Foi diluído por algum álcool barato, algumas outras moças, não sei. Mas tão diluído fora até virar eu. E eu por mais eu, sou mais eu mesma, entendes? Minha liberdade de ser quem eu quiser depois que o Sol baixar, me apresentar com o nome que mais me convir e, principalmente, tomar decisões que eu assumirei no dia seguinte por que isso sim é maturidade. Não fugir para o alto do pedestal e abrir os braços lá em cima, inflando o peito de ar e orgulho, afirmando, como sempre, não cometer erros, não enxergar seus erros, não perceber que também pode cometê-los e que o faz com mais frequência do que uma criança de sete anos. Isso não é ser maduro, definido na vida e muito menos divertido. Sim, maturidade é enfiar o pé na jaca, tomar o que não devia, ter todas as experiências que a vida pode lhe proporcionar e assumir tudo, desde os erros até os acertos mais adoráveis ou frutíferos, assumir tudo no dia seguinte e tentar aprender o máximo com isso. É viver o aqui, o agora e o de verdade. Isso sim é crescer, não o quê você está fazendo.
O quê você está fazendo é fugir, é tentar segurar com suas mãos trêmulas a alegria que nunca vai se tornar felicidade. 'Cause I've been there, I've done that. Enquanto o Sol não sobe tudo é lindo e nada dói, mas no dia seguinte a batalha continua. A diluição também. E de gole em gole, de shot em shot, você vai se transformando em alguém que nada vale e menos do que lixo é. Pois lixo ainda se recicla, agora um você destruído? Só jogando tudo fora e recomeçando do zero.
Porém, se existe algo nesse mundo que eu odeie com todas as minhas tripas é gente indecisa; exatamente por eu ser a pessoa mais indecisa da paróquia e saber o quanto isso pode ser irritante. O quê eu quero agora não é a mesma coisa que eu vou almejar meia hora depois, mas tudo tem um mojito - eu me engano, me deixo levar, mas meu subconsciente sempre aciona o alarme e me avisa de que é a hora de pular pra fora do barco por que não tem Jack algum pra congelar mar afora só para deixar o piano todo para mim. É. Não tem um Leonardo DiCaprio morrendo por mim não.
Mas minha vida tem de tudo para ser um grande filme hollywoodiano - as tramas, os dramas, as personagens filhas da puta, tudo e ainda mais um pouco. Acho que nem Maria do Bairro sofreu tanto quanto eu ou A Usurpadora já fudeu tanta gente quanto quem vos fala no momento. Para me barrar, nem Paola. Talvez depois de uns Josés Cuervos, mas ainda assim? É difícil me topar. E apesar de toda a minha fama de que não valho o chão em que piso ou o pão integral que como, ainda assim tem gente que acha que pode me fazer de boba e sair lucrando com isso, ali pelo cantinho, meio que pela esquerda, sem saber que a vida é na verdade um boomerang e toda merda que vai, volta. Se você cospe pro alto de certo vai voltar na sua testa, não importa o quão sagaz você se considere ser. Ninguém consegue escapar das próprias armadilhas, é a vida; mas como diria Caio, é doce. A vida é um doce e ou você cai de boca nela sem ligar para as calorias ou os efeito retardatários ou vai passar o resto de seus dias ali, sentada, só assistindo a banda passar. E, venhamos e convenhamos, nada dói mais do que assistir espetáculo alheio enquanto o seu não sai das coxias - ou sequer do papel.
Mas tudo isso não tem me entristecido não, não mesmo. Enquanto algumas pessoas não engolirem o seu orgulho e aceitarem que são tão merdas quanto sempre fui e a stripper da esquina há de ser, enquanto isso não me doerei em nada, não me doarei em mais nada. Já não vejo mais lucro e estou me esgotando de razões para continuar apostando nessa Bolsa que está caindo mais rápido que a do Japão - nosso balanço está em queda livre. Não há mais motivos; o único que realmente importava, o alguém quem realmente importava, não está mais ali. E nem em lugar algum. Foi diluído por algum álcool barato, algumas outras moças, não sei. Mas tão diluído fora até virar eu. E eu por mais eu, sou mais eu mesma, entendes? Minha liberdade de ser quem eu quiser depois que o Sol baixar, me apresentar com o nome que mais me convir e, principalmente, tomar decisões que eu assumirei no dia seguinte por que isso sim é maturidade. Não fugir para o alto do pedestal e abrir os braços lá em cima, inflando o peito de ar e orgulho, afirmando, como sempre, não cometer erros, não enxergar seus erros, não perceber que também pode cometê-los e que o faz com mais frequência do que uma criança de sete anos. Isso não é ser maduro, definido na vida e muito menos divertido. Sim, maturidade é enfiar o pé na jaca, tomar o que não devia, ter todas as experiências que a vida pode lhe proporcionar e assumir tudo, desde os erros até os acertos mais adoráveis ou frutíferos, assumir tudo no dia seguinte e tentar aprender o máximo com isso. É viver o aqui, o agora e o de verdade. Isso sim é crescer, não o quê você está fazendo.
O quê você está fazendo é fugir, é tentar segurar com suas mãos trêmulas a alegria que nunca vai se tornar felicidade. 'Cause I've been there, I've done that. Enquanto o Sol não sobe tudo é lindo e nada dói, mas no dia seguinte a batalha continua. A diluição também. E de gole em gole, de shot em shot, você vai se transformando em alguém que nada vale e menos do que lixo é. Pois lixo ainda se recicla, agora um você destruído? Só jogando tudo fora e recomeçando do zero.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Postado por
qseumabrastemp
Minha vida tem dado voltas e voltas e umas outras reviravoltas ainda mais loucas. É mãe descobrindo o que já havia descoberto três vezes em sua vida, é amor acabando num fim sem fim, coisas que seriam eternas saindo pela tangente por que agora a santa resolveu virar vadia. Não sou obrigada, não posso com isso. Minha vontade é de enfiar uma granada no rabo de cada um e esperar que o Bruno Mars pegue-a por eles? Ou não? Não sei.
Mas já que um dos meus zilhares de signos - pois sou bem dessas que acreditam tanto em Zodíaco que sabem muito bem que suas luas e águas e linhas do destino são todas guiadas por mais de um signo. E sempre pelos mais filhos da puta, é claro. De qualquer forma, já que um dos meus signos diz que amo mudanças, resolvi que abraçaria todas e ainda causaria mais algumas. Larguei a faculdade de Jornalismo. Quis sumir do mundo, mas só consegui sumir do de alguns; quer dizer... Comecei teatro, me encontrei na vida. Dei um tapa na cara de quem eu juro que é o amor da minha vida só para depois de menos de uma semana eu encontrar a criatura bêbada e toda caída pelo chão da boate enquanto eu, que achei que experimentar um doce era a boa, tava era muito feliz e não vendo problema algum em coisa nenhuma e bem... nos pegamos.
Agora você vem e me pergunta: o que mudou? Sempre menti na faculdade e em todos os trabalhos à ela relacionados. Sempre fui uma grande atriz aqui em casa e pelas esquinas da vida também. Agora só vou me profissionalizar, não? Não mesmo. É mais difícil do que eu esperava e, novidade, eu sou uma merda. Resultado? Gamei mais ainda. É mesmo a paixão da minha vida. Peguei a Facha, a fancha e a porra toda e joguei tudo pro ar; era hora de ser feliz.
Mas mudar? O que mudou? A Facha continua a mesma coisa e a fancha quem sempre foi de verdade - uma versão mais aloprada de mim. Mas a grande graça nisso é que ela odeia esse "eu" e veja só, agora ela é ele e elevado ao cubo, no mínimo. Como isso me afeta? Em muitas, muitas partes. Estou lá querendo curtir minha viagem e minha boate e a porra da minha vida e o resultado? Tô caindo na dela de novo. Dia seguinte? Depois de me encontrar jogada no chão do meu quarto depois de ter pegado carona - ou um táxi, ainda não sei - e ter passado por uma padaria e não saber como acordei com dinheiro a mais, fui beber. Por que ressaca ou bad trip você cura assim: bebendo mais. Qualquer outro problema também. Pois então. Resolvi ligar para ela que agora era minha amiga de balada? Ligar e resolver e dizer que não, sua louca, sua lunática, não estou puta. Eu te conheço, não estou puta pois já esperava algo do tipo. Então oh... relaxa e goza, só não empata mais outras fodas da sua amiguinha. E olha ela, quem nunca gostou de beber, toda com voz de ressaca e falando que ia era beber mais por que queria que o planeta bem que se explodisse. Pois bem. Que se explodisse enquanto eu pegava o elevador e ia atrás de minha amada cervejinha de Domingo.
Conversa vai, conversa vem... quem liga? E bêbada? Ela. Fala várias coisas aleatórias, nega todas as merdas que falou na madrugada anterior e do nada me pergunta onde estou e o quê estou fazendo. Tensão. Também estava vindo para essas bandas. Tensão aumenta; todos corre. Ok, levantei pois resolvemos que íamos era beber em outro lugar. Tudo lindo, tudo numa nice. Bati um papo maroto com um engraxate que me chamou para o Cabaret do Alex e foi aí que eu pensei que mais bizarro não ficava - mentira. Vadia me liga dizendo que está perdida em Ipanema e pedindo ajuda. Mas hein? Em que parte do Livro da Vida está escrito que eu sou obrigada, hein? Quer dizer... me aponta que eu apago, sério.
Tudo bem, pior não fica mesmo. Fui para casa. Quem entra no MSN? Sim, sou repetitiva e por isso você adivinhou - ela. Continua insistindo de que não lembra de nada e quando fui tentar ajudar a sua memória a dar um refresh nas coisas mais leves, o quê ela fez? Lançou uma desculpa, umas farpinhas aqui e ali e depois ainda afirmou que era para fingir que nada havia acontecido pois agora que as brigas passaram poderiam sair para beber e nos divertir.
Caguei. Solenemente. Quase que enquanto andava e olha que tenho prisão de ventre. Mas como alegria de pobre, preta e gay dura pouco... ela me manda SMS na manhã seguinte, ainda como se nada, nunca, ever tivesse sequer cogitado a possibilidade de acontecer. Sou obrigada? Alguém me manda uma luz?
Não sei. Tudo que sei é que não dá para poetizar esse momento da minha vida. Mas tudo bem, alguma hora eu volto e tento ser mais profunda nisso tudo e fingir que aconteceu com outra pessoa por que é, gosto assim, viu? Quando não trepam e nem saem de cima. Sejamos todos iôiôs uns dos outros por que a vida foi feita para viver, certo?
Mas já que um dos meus zilhares de signos - pois sou bem dessas que acreditam tanto em Zodíaco que sabem muito bem que suas luas e águas e linhas do destino são todas guiadas por mais de um signo. E sempre pelos mais filhos da puta, é claro. De qualquer forma, já que um dos meus signos diz que amo mudanças, resolvi que abraçaria todas e ainda causaria mais algumas. Larguei a faculdade de Jornalismo. Quis sumir do mundo, mas só consegui sumir do de alguns; quer dizer... Comecei teatro, me encontrei na vida. Dei um tapa na cara de quem eu juro que é o amor da minha vida só para depois de menos de uma semana eu encontrar a criatura bêbada e toda caída pelo chão da boate enquanto eu, que achei que experimentar um doce era a boa, tava era muito feliz e não vendo problema algum em coisa nenhuma e bem... nos pegamos.
Agora você vem e me pergunta: o que mudou? Sempre menti na faculdade e em todos os trabalhos à ela relacionados. Sempre fui uma grande atriz aqui em casa e pelas esquinas da vida também. Agora só vou me profissionalizar, não? Não mesmo. É mais difícil do que eu esperava e, novidade, eu sou uma merda. Resultado? Gamei mais ainda. É mesmo a paixão da minha vida. Peguei a Facha, a fancha e a porra toda e joguei tudo pro ar; era hora de ser feliz.
Mas mudar? O que mudou? A Facha continua a mesma coisa e a fancha quem sempre foi de verdade - uma versão mais aloprada de mim. Mas a grande graça nisso é que ela odeia esse "eu" e veja só, agora ela é ele e elevado ao cubo, no mínimo. Como isso me afeta? Em muitas, muitas partes. Estou lá querendo curtir minha viagem e minha boate e a porra da minha vida e o resultado? Tô caindo na dela de novo. Dia seguinte? Depois de me encontrar jogada no chão do meu quarto depois de ter pegado carona - ou um táxi, ainda não sei - e ter passado por uma padaria e não saber como acordei com dinheiro a mais, fui beber. Por que ressaca ou bad trip você cura assim: bebendo mais. Qualquer outro problema também. Pois então. Resolvi ligar para ela que agora era minha amiga de balada? Ligar e resolver e dizer que não, sua louca, sua lunática, não estou puta. Eu te conheço, não estou puta pois já esperava algo do tipo. Então oh... relaxa e goza, só não empata mais outras fodas da sua amiguinha. E olha ela, quem nunca gostou de beber, toda com voz de ressaca e falando que ia era beber mais por que queria que o planeta bem que se explodisse. Pois bem. Que se explodisse enquanto eu pegava o elevador e ia atrás de minha amada cervejinha de Domingo.
Conversa vai, conversa vem... quem liga? E bêbada? Ela. Fala várias coisas aleatórias, nega todas as merdas que falou na madrugada anterior e do nada me pergunta onde estou e o quê estou fazendo. Tensão. Também estava vindo para essas bandas. Tensão aumenta; todos corre. Ok, levantei pois resolvemos que íamos era beber em outro lugar. Tudo lindo, tudo numa nice. Bati um papo maroto com um engraxate que me chamou para o Cabaret do Alex e foi aí que eu pensei que mais bizarro não ficava - mentira. Vadia me liga dizendo que está perdida em Ipanema e pedindo ajuda. Mas hein? Em que parte do Livro da Vida está escrito que eu sou obrigada, hein? Quer dizer... me aponta que eu apago, sério.
Tudo bem, pior não fica mesmo. Fui para casa. Quem entra no MSN? Sim, sou repetitiva e por isso você adivinhou - ela. Continua insistindo de que não lembra de nada e quando fui tentar ajudar a sua memória a dar um refresh nas coisas mais leves, o quê ela fez? Lançou uma desculpa, umas farpinhas aqui e ali e depois ainda afirmou que era para fingir que nada havia acontecido pois agora que as brigas passaram poderiam sair para beber e nos divertir.
Caguei. Solenemente. Quase que enquanto andava e olha que tenho prisão de ventre. Mas como alegria de pobre, preta e gay dura pouco... ela me manda SMS na manhã seguinte, ainda como se nada, nunca, ever tivesse sequer cogitado a possibilidade de acontecer. Sou obrigada? Alguém me manda uma luz?
Não sei. Tudo que sei é que não dá para poetizar esse momento da minha vida. Mas tudo bem, alguma hora eu volto e tento ser mais profunda nisso tudo e fingir que aconteceu com outra pessoa por que é, gosto assim, viu? Quando não trepam e nem saem de cima. Sejamos todos iôiôs uns dos outros por que a vida foi feita para viver, certo?
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sexta-feira, 11 de março de 2011
enfim... fim.
Postado por
qseumabrastemp
não peço mais desculpas, não quero mais tempo perdido
o barulho humilha, mas com o silêncio eu tenho aprendido
terremotos e ondas engolindo o outro lado do mundo, não
a terra também treme aqui, o rancor assume o posto
aquele ponto que era só meu e teu, quase nosso e que se foi
não quero mais mentir, não tenho mais como esconder
apagar e deixar o breu vir, não sei, não quero mais ser
e shots e drinks e outros corpos podem me apagar, sim
quero mais é viver, eu já errei, eu sei, tudo pode então vir
e ir, assim como você. me apague também, minha armadura
nunca sonhei em te ver assim tão dura, mas estou orgulhosa.
não quero rimas, não quero poesia. apenas estou a dizer o que sinto.
ainda te amo, sempre te amarei, mas haverá de vir outros
e meu corpo sempre tão revisitado, ainda terá as suas marcas
mas você? você não. você nunca virá revisitá-las...
o barulho humilha, mas com o silêncio eu tenho aprendido
terremotos e ondas engolindo o outro lado do mundo, não
a terra também treme aqui, o rancor assume o posto
aquele ponto que era só meu e teu, quase nosso e que se foi
não quero mais mentir, não tenho mais como esconder
apagar e deixar o breu vir, não sei, não quero mais ser
e shots e drinks e outros corpos podem me apagar, sim
quero mais é viver, eu já errei, eu sei, tudo pode então vir
e ir, assim como você. me apague também, minha armadura
nunca sonhei em te ver assim tão dura, mas estou orgulhosa.
não quero rimas, não quero poesia. apenas estou a dizer o que sinto.
ainda te amo, sempre te amarei, mas haverá de vir outros
e meu corpo sempre tão revisitado, ainda terá as suas marcas
mas você? você não. você nunca virá revisitá-las...
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
"supere isso, e se não puder superar, supere o vício de falar a respeito"
Postado por
qseumabrastemp
Suas marcas, todas as tantas, já sumiram da minha pele e eu, sempre tão supersticiosa, já estou a considerar isso um sinal. Um sinal de que, vai saber Deus, talvez todas as minhas incertezas eram certas e nunca vai dar para ser.
E eu estaria tranquila e talvez até orgulhosa de mim mesma se eu tivesse esgotado toda a minha fome, toda a minha vontade de realmente tentar e escapar pela tangente e encontrar um novo jeito de continuar. Mas não, eu 'tô aqui com o tanque cheio; parada num beco sem saída.
E eu poderia sempre fazer ou dar um balão, nunca fui muito boa com ditados e tudo o mais e você sabe disso, falo tudo sempre ao contrário, mas eu poderia simplesmente contornar, dar uma meia volta e voltar. Mas voltar para onde? Não conheço mais nenhum outro lar que não seja você.
Por isso eu tento, experimento tantos outros, me mastigo só por que assim eu me castigo sem nunca deixar marcas e sem ninguém nunca poder notar. Mas de nada me adianta se a cada mordida de mim, provo cada vez um novo sabor teu e continuo na esperança de um dia enjoar.
E eu queria dar as costas e meter o pé, mas sei que seria o mesmo que correr para os únicos braços em que me encaixo como deveria, como sempre precisei. Mas isso é tão errado, tão errado contigo e com tudo que você merece e... legal, sou mesmo hipócrita e egoísta e encasquetada e tudo o mais que quiserem vir me falar outra vez. Mas vai ficar tudo bem, sabe por quê?
Você vai arranjar algo maior, melhor, mais fácil ou só mais bonito. Por que é o que você merece, o que carrega contigo... mentira, não vai não. Não vai ser assim. Você terá muitos outros e muitos outros mais fáceis mas nunca terá um maior, mais bonito ou verdadeiro. Você nunca terá um outro alguém assim tão de inteiro. Não digo isso como quem roga uma praga por que, muito pelo contrário, quero apenas o melhor para você - e talvez seja melhor, quem sabe, exatamente por ser mais fácil. Só digo pois é o que eu sei; essas coisas não são saudáveis, entendes? Se entregar assim, querer se abrir todo e dar de tudo. Pegar o fígado que aguenta meu combustível e largar na tua mão cagando e andando com o que você vai fazer com ele. Isso de pensar tanto nas consequências e nos prós e nos contras e não levar nenhum deles em conta. Não é qualquer um que se dispõe a entrar nessa, criança. Gente boa da cabeça não topa pular do alto de um prédio simplesmente por fazê-lo, por sentir que quer ou até mesmo só se deixar querer. Gente certa das coisas não faz isso não.
Então... é por isso que te digo que não terás outros desses que vai fazer do coração tripas e delas arrancar uma canção. E só digo mesmo porque, lá no fundo, sei que a nossa vai se desmanchar em silêncio tantas frases antes. E o que mais me dói é saber que, pra mim, vai ter sempre aquela fermata ali, aquela pausa com um fim incerto e são esses três pontinhos que, de fôlego em fôlego, me arrancam todos.
Mas se isso te comove ou, quem sabe, me consola, ela não sai da minha cabeça e por incrível que pareça, é a única canção que estou disposta a cantarolar. Ever.
E eu estaria tranquila e talvez até orgulhosa de mim mesma se eu tivesse esgotado toda a minha fome, toda a minha vontade de realmente tentar e escapar pela tangente e encontrar um novo jeito de continuar. Mas não, eu 'tô aqui com o tanque cheio; parada num beco sem saída.
E eu poderia sempre fazer ou dar um balão, nunca fui muito boa com ditados e tudo o mais e você sabe disso, falo tudo sempre ao contrário, mas eu poderia simplesmente contornar, dar uma meia volta e voltar. Mas voltar para onde? Não conheço mais nenhum outro lar que não seja você.
Por isso eu tento, experimento tantos outros, me mastigo só por que assim eu me castigo sem nunca deixar marcas e sem ninguém nunca poder notar. Mas de nada me adianta se a cada mordida de mim, provo cada vez um novo sabor teu e continuo na esperança de um dia enjoar.
E eu queria dar as costas e meter o pé, mas sei que seria o mesmo que correr para os únicos braços em que me encaixo como deveria, como sempre precisei. Mas isso é tão errado, tão errado contigo e com tudo que você merece e... legal, sou mesmo hipócrita e egoísta e encasquetada e tudo o mais que quiserem vir me falar outra vez. Mas vai ficar tudo bem, sabe por quê?
Você vai arranjar algo maior, melhor, mais fácil ou só mais bonito. Por que é o que você merece, o que carrega contigo... mentira, não vai não. Não vai ser assim. Você terá muitos outros e muitos outros mais fáceis mas nunca terá um maior, mais bonito ou verdadeiro. Você nunca terá um outro alguém assim tão de inteiro. Não digo isso como quem roga uma praga por que, muito pelo contrário, quero apenas o melhor para você - e talvez seja melhor, quem sabe, exatamente por ser mais fácil. Só digo pois é o que eu sei; essas coisas não são saudáveis, entendes? Se entregar assim, querer se abrir todo e dar de tudo. Pegar o fígado que aguenta meu combustível e largar na tua mão cagando e andando com o que você vai fazer com ele. Isso de pensar tanto nas consequências e nos prós e nos contras e não levar nenhum deles em conta. Não é qualquer um que se dispõe a entrar nessa, criança. Gente boa da cabeça não topa pular do alto de um prédio simplesmente por fazê-lo, por sentir que quer ou até mesmo só se deixar querer. Gente certa das coisas não faz isso não.
Então... é por isso que te digo que não terás outros desses que vai fazer do coração tripas e delas arrancar uma canção. E só digo mesmo porque, lá no fundo, sei que a nossa vai se desmanchar em silêncio tantas frases antes. E o que mais me dói é saber que, pra mim, vai ter sempre aquela fermata ali, aquela pausa com um fim incerto e são esses três pontinhos que, de fôlego em fôlego, me arrancam todos.
Mas se isso te comove ou, quem sabe, me consola, ela não sai da minha cabeça e por incrível que pareça, é a única canção que estou disposta a cantarolar. Ever.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Postado por
qseumabrastemp
abrir o seu mundo, acolher quem fora expulso
tal qual um filho pródigo ou cadela vagabunda
derrubar os seus muros, fazer caminho aos murros
guiar por entre bibelôs antigos um novo preferido
baixar a sua guarda, deixar ir e vir e entender e pedir
e medir e ter e perder quem sabe sofrer e até partir
chamar para dentro, para um café um abraço ou um
afago um cafuné até um colo ou o que Deus quiser
oferecer o que era só seu, abrir um novo crediário
acreditar no nome sujo na praça, falado e manchado
despedir os guardas e montar um abrigo no gelo...
quando a geada é si mesmo.
e chamar e pedir de volta e sonhar e esperar e então
colecionar expectativas tomar tudo pelas mãos, não.
perder o controle temperar a razão admirar a paixão
administrar a tensão colecionar o tesão, oferecer a mão
pra que? pra que?
pra assistir o que todo mundo sempre avisou
pra aceitar o que sempre esteve ali em neon
pra aprender que é se dando que se é fudido
tudo por que é acreditando que se vira bandido.
tal qual um filho pródigo ou cadela vagabunda
derrubar os seus muros, fazer caminho aos murros
guiar por entre bibelôs antigos um novo preferido
baixar a sua guarda, deixar ir e vir e entender e pedir
e medir e ter e perder quem sabe sofrer e até partir
chamar para dentro, para um café um abraço ou um
afago um cafuné até um colo ou o que Deus quiser
oferecer o que era só seu, abrir um novo crediário
acreditar no nome sujo na praça, falado e manchado
despedir os guardas e montar um abrigo no gelo...
quando a geada é si mesmo.
e chamar e pedir de volta e sonhar e esperar e então
colecionar expectativas tomar tudo pelas mãos, não.
perder o controle temperar a razão admirar a paixão
administrar a tensão colecionar o tesão, oferecer a mão
pra que? pra que?
pra assistir o que todo mundo sempre avisou
pra aceitar o que sempre esteve ali em neon
pra aprender que é se dando que se é fudido
tudo por que é acreditando que se vira bandido.
Postado por
qseumabrastemp
i watch the sky changing colors and my skin burns
the sand, the scratches and the bites - they all become one
i watch you changing colors and my bones, they burn
it's you shifting souls again, wearing different faces again
but everything will dissolve into a magnificent paint
or even fireworks as they explode over the covers
a fever melts your disguises as i hold you closer
your sweet little lies, lullabies, implode my walls
i watch the days run over and my fingers ache
another chance i wasted over a drunk passing dog
i watch you run cheap and something almost hurts
it's you writing better lullabies again, new lies in vain
but everything will dissolve into a thin brief void
or even something even saints would avoid
a fever melts my will as you remain farther
my sweet little will, over, implodes my hopes
the sand, the scratches and the bites - they all become one
i watch you changing colors and my bones, they burn
it's you shifting souls again, wearing different faces again
but everything will dissolve into a magnificent paint
or even fireworks as they explode over the covers
a fever melts your disguises as i hold you closer
your sweet little lies, lullabies, implode my walls
i watch the days run over and my fingers ache
another chance i wasted over a drunk passing dog
i watch you run cheap and something almost hurts
it's you writing better lullabies again, new lies in vain
but everything will dissolve into a thin brief void
or even something even saints would avoid
a fever melts my will as you remain farther
my sweet little will, over, implodes my hopes
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auto-indulgencia,
emaranhado de palavras,
esse turuturuturu...,
estrada,
momentos kodak,
outubro,
poemas
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qseumabrastemp
a shot for every lie you told
for the times i fucked it over
let's just have a toast, a toast
a dance for every feeling hurt
clap your hands, now it's over
let's just have a toast, a toast.
for the times i fucked it over
let's just have a toast, a toast
a dance for every feeling hurt
clap your hands, now it's over
let's just have a toast, a toast.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
merda, merda, merda, merda...
Postado por
qseumabrastemp
Eu deveria ser proibida de querer pessoas. Assim que minha mente resolvesse que eu havia encontrado um novo amor ou uma obsessão, alguém travestido de papai noel apareceria e me carregaria pelos cabelos para a cadeira elétrica. E o tronco, a fogueira, injeção letal, serra elétrica... a porra toda. Chumbinho também serve, de preferência misturado num risoto de camarão ao molho de pinga. Quero morte na certa.
Cada vez que eu pensasse em me deixar sorrir revivendo palavras, cheiros, qualquer coisa... alguém viria e me atingiria com um hadouken. É sério. Pensei em amar? Trocarei logo por trabalhar, me exercitar, andar... Qualquer verbo que eu pudesse conjulgar sem envolver a bagunça que carrego por dentro. Na mente? Somento evolução, solamente essa merda.
É só que eu me fodo tanto - e fodo tanto com tudo - que estou até pensando em começar a oferecer workshops sobre o assunto: Aprenda Com Jéssica Happatsch Em 24 Horas Como Seguir Se Fudendo a Vida Toda. It's quite a gift, mate. Woody Allen adoraria me conhecer e tomar as escolhas dessa minha vida como inspiração.
Mas o ano só está começando, certo? Estamos na primeira semana útil e se à meia noite e um eu berrei foda-se e não fiz plano algum, penso foda-se agora e monto uma lista para cumprir até aquele dia 31.
O que é meu eu dou para quem eu quiser, seja a vagina ou o coração. Vou ter meu próprio imposto e pagar e parar de procurar por uma mão. Vou seguir forever alone together with my pussy por essa vida e se eu quiser gemer alto, que eu não deixe me calarem com a razão.
Esse ano serei uma puta de respeito e satisfarei meus próprios desejos, seja com o amor da minha vida, o namorado da amiguinha ou a puta amiga de profissão me esperando ali na esquina.
Cada vez que eu pensasse em me deixar sorrir revivendo palavras, cheiros, qualquer coisa... alguém viria e me atingiria com um hadouken. É sério. Pensei em amar? Trocarei logo por trabalhar, me exercitar, andar... Qualquer verbo que eu pudesse conjulgar sem envolver a bagunça que carrego por dentro. Na mente? Somento evolução, solamente essa merda.
É só que eu me fodo tanto - e fodo tanto com tudo - que estou até pensando em começar a oferecer workshops sobre o assunto: Aprenda Com Jéssica Happatsch Em 24 Horas Como Seguir Se Fudendo a Vida Toda. It's quite a gift, mate. Woody Allen adoraria me conhecer e tomar as escolhas dessa minha vida como inspiração.
Mas o ano só está começando, certo? Estamos na primeira semana útil e se à meia noite e um eu berrei foda-se e não fiz plano algum, penso foda-se agora e monto uma lista para cumprir até aquele dia 31.
O que é meu eu dou para quem eu quiser, seja a vagina ou o coração. Vou ter meu próprio imposto e pagar e parar de procurar por uma mão. Vou seguir forever alone together with my pussy por essa vida e se eu quiser gemer alto, que eu não deixe me calarem com a razão.
Esse ano serei uma puta de respeito e satisfarei meus próprios desejos, seja com o amor da minha vida, o namorado da amiguinha ou a puta amiga de profissão me esperando ali na esquina.
depois do eu te amo
Postado por
qseumabrastemp
Certas coisas na vida passam voando. São sempre as boas, é claro. E na maioria das vezes, são dessas que não lembramos. Elas quase que marcam e tudo o mais, só não pesam em ti. São quase que de tinta lavável; bastou uma tempestade de lágrimas ou murros secos em portas e pronto! Lá se foram elas outra vez.
Não tenho nada contra esses momentos felizes, não mesmo. Acho até que de tanto imaginar, protagonizar filmes dentro desse molde em minha cabeça, pode ser que eu goste de viver alguns. É só que eles espetam demais depois de lavados. E espetam muito actually.
Você logo esquece do gosto e o espaço que por tão pouco tempo ocuparam permanece ali - vazio, rangendo e intacto. Um momento feliz vivido é um momento perdido e não há nada, nem uma felicidade igual ou maior, que possa substituir aquela porra. Aí você toma aquele vazio como seu, né? Tenta relembrar, montar tudo que aconteceu em seu devido lugar. A imaginação se põe a trabalhar e rescreeve o roteiro todo torto, sua esquizofrenia e solidão pintando as arestas como você realmente queria que fossem. Mas não são.
Certas coisas na vida não duram e momentos felizes não deixam cicatrizes. O dia seguinte carrega o peso de não conseguir ser tão sublime quanto o agora. E, uns dias depois, você nem sequer se recorda do cheiro, a nicotina e o estresse recheando as fatias que já não são mais suas.
E livros, filmes, boa música ou poesia; nada disso irá te salvar. Você pode se esconder em outros corpos e esperar que aquele peso morto todo cheio de vida te bata à porta novamente. E então voará quase tão sublime quanto o antes. Mas no fundo você sabe que não, nada do que vier depois terá o mesmo sabor. O paladar já provou, se acalmou, se acostumou; nada mais é tão novo, não existem mais outros cantos a se descobrir.
Depois do eu te amo, nada mais é melhor do que uma noite de insônia ou café resquentado. Nada mais ferve ou queima. Depois do eu te amo só resta a esquina a dobrar, o telefone a apagar e a busca a continuar.
Não tenho nada contra esses momentos felizes, não mesmo. Acho até que de tanto imaginar, protagonizar filmes dentro desse molde em minha cabeça, pode ser que eu goste de viver alguns. É só que eles espetam demais depois de lavados. E espetam muito actually.
Você logo esquece do gosto e o espaço que por tão pouco tempo ocuparam permanece ali - vazio, rangendo e intacto. Um momento feliz vivido é um momento perdido e não há nada, nem uma felicidade igual ou maior, que possa substituir aquela porra. Aí você toma aquele vazio como seu, né? Tenta relembrar, montar tudo que aconteceu em seu devido lugar. A imaginação se põe a trabalhar e rescreeve o roteiro todo torto, sua esquizofrenia e solidão pintando as arestas como você realmente queria que fossem. Mas não são.
Certas coisas na vida não duram e momentos felizes não deixam cicatrizes. O dia seguinte carrega o peso de não conseguir ser tão sublime quanto o agora. E, uns dias depois, você nem sequer se recorda do cheiro, a nicotina e o estresse recheando as fatias que já não são mais suas.
E livros, filmes, boa música ou poesia; nada disso irá te salvar. Você pode se esconder em outros corpos e esperar que aquele peso morto todo cheio de vida te bata à porta novamente. E então voará quase tão sublime quanto o antes. Mas no fundo você sabe que não, nada do que vier depois terá o mesmo sabor. O paladar já provou, se acalmou, se acostumou; nada mais é tão novo, não existem mais outros cantos a se descobrir.
Depois do eu te amo, nada mais é melhor do que uma noite de insônia ou café resquentado. Nada mais ferve ou queima. Depois do eu te amo só resta a esquina a dobrar, o telefone a apagar e a busca a continuar.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Postado por
qseumabrastemp
vem comigo que teu alimento vai esfriar
o sangue vai secar
a chance vai passar e outra vez
vem comigo que tua cama tá pronta
meus braços a te esperar
vem antes desse shot se gastar
vem comigo que o calor é pra ser teu
pisa nesse coração feito palco num breu
vem antes do dia amanhecer
e voce vem
vem sempre
e sempre veio
eu que não vejo
me chama que eu preciso de um alimento
o sangue não quer parar
a chance já passou e tantas vezes
me chama que eu já não tenho mais cama
me dá teus braços a me enrolar
me chama antes de eu me desencantar
me chama pra ti, por qualquer calor
me deixa dançar sobre ti, onde for
me chama que é pra me amanhecer
o sangue vai secar
a chance vai passar e outra vez
vem comigo que tua cama tá pronta
meus braços a te esperar
vem antes desse shot se gastar
vem comigo que o calor é pra ser teu
pisa nesse coração feito palco num breu
vem antes do dia amanhecer
e voce vem
vem sempre
e sempre veio
eu que não vejo
me chama que eu preciso de um alimento
o sangue não quer parar
a chance já passou e tantas vezes
me chama que eu já não tenho mais cama
me dá teus braços a me enrolar
me chama antes de eu me desencantar
me chama pra ti, por qualquer calor
me deixa dançar sobre ti, onde for
me chama que é pra me amanhecer
"Jogue pro alto, se voltar é seu"
Postado por
qseumabrastemp
Queria poder pensar que você é feito um iô-iô. Que está tudo bem que você se vá tantas vezes porque você sempre volta e com força total. E só vai pois eu te soltei, eu que abri a mão e te deixei ir, te deixei cair mas, ainda, basta um pequeno impulso dessa minha mão toda cheia de veia e você voltaria, sempre forte e sempre minha. Mas não, não se perde o que não se tem. Não se larga aquilo que não se segura. Você nunca esteve aqui de verdade, apenas um pôr do sol constante e distante, quase um efeito alucinógeno, uma bad do caralho - como já ouvi falarem de você, by the way.
E é isso. São palavras e podem existir alguns gestos, tudo tão ensaiado que eu não sei. Já não tenho certeza de onde estou pisando e não gosto de areia, tenho alergia. Quero é um asfalto sobre o qual posso correr, cair, me ralar e ainda assim me levantar porque a porra desse chão é sólido o suficiente pra aguentar todo o peso que carrego dentro de mim, nas costas, à minha volta e nos bolsos. Mas não, é sempre essa idéia de praia, me entendes? Uma praia bonita, eu sei, mas tão entupida de gente quanto Copacabana em uma manhã de Domingo. Sempre algo no caminho, seja um pombo, uma pessoa ou mesmo a areia onde não consigo pisar.
Fizeram um aterro em nós, posso até te jurar. Sinto a sujeira dessa areia tantas vezes já visitada a cada passo que dou. Ou quando paro. Apenas paro e fico refletindo no por quê diabos estou aqui e não lá, em qualquer outro lugar, sozinha ou dentro de alguém. E as vezes, posso até jurar também, que essa areia é movediça. A cada tentativa de fuga, mais me afundo nisso. Mas eu sei que é tudo coisa da minha cabeça.
E então jogo tudo pro alto, por que se voltar, é meu. Se voltar, eu tive. Se voltar, é iô-iô. Aí, se eu me afundar, é só jogar de novo, soltar. Certo? Não sei. Vieram me dizer que tudo que jogamos pro alto, volta. E que o foda é agarrar. Mas eu não sei se quero agarrar ou sequer se tenho habilidade para isso. Se soubesse como, seria agora goleira de algum time grande, não eu. Não isso.
Eu quero mesmo é cuspir pro alto e pro inferno que volte na minha testa, assim bem no meio dela. Quero mais que tudo se exploda, você me entendes? Quero me enfiar n'um trem qualquer, sem destino e sem volta, só viajar por aí e de preferência em linha reta. É, em linha reta sempre. Mas não consigo, também tenho medo de trens. Então me serve um ônibus? Bem, deve dar. Qualquer um menos o 432. Vou pegar um pela cor e só arredar pé dele em seu ponto final.
E se você estiver lá, seja onde for, num ponto de ônibus, numa rodoviária qualquer ou na garagem à esquina do fim do mundo, se você estiver lá esperando por mim, é por que tinha que ser. Se não tiver um rosto conhecido por lá at all, é por que não era em sua areia que eu deveria caminhar.
E é isso. São palavras e podem existir alguns gestos, tudo tão ensaiado que eu não sei. Já não tenho certeza de onde estou pisando e não gosto de areia, tenho alergia. Quero é um asfalto sobre o qual posso correr, cair, me ralar e ainda assim me levantar porque a porra desse chão é sólido o suficiente pra aguentar todo o peso que carrego dentro de mim, nas costas, à minha volta e nos bolsos. Mas não, é sempre essa idéia de praia, me entendes? Uma praia bonita, eu sei, mas tão entupida de gente quanto Copacabana em uma manhã de Domingo. Sempre algo no caminho, seja um pombo, uma pessoa ou mesmo a areia onde não consigo pisar.
Fizeram um aterro em nós, posso até te jurar. Sinto a sujeira dessa areia tantas vezes já visitada a cada passo que dou. Ou quando paro. Apenas paro e fico refletindo no por quê diabos estou aqui e não lá, em qualquer outro lugar, sozinha ou dentro de alguém. E as vezes, posso até jurar também, que essa areia é movediça. A cada tentativa de fuga, mais me afundo nisso. Mas eu sei que é tudo coisa da minha cabeça.
E então jogo tudo pro alto, por que se voltar, é meu. Se voltar, eu tive. Se voltar, é iô-iô. Aí, se eu me afundar, é só jogar de novo, soltar. Certo? Não sei. Vieram me dizer que tudo que jogamos pro alto, volta. E que o foda é agarrar. Mas eu não sei se quero agarrar ou sequer se tenho habilidade para isso. Se soubesse como, seria agora goleira de algum time grande, não eu. Não isso.
Eu quero mesmo é cuspir pro alto e pro inferno que volte na minha testa, assim bem no meio dela. Quero mais que tudo se exploda, você me entendes? Quero me enfiar n'um trem qualquer, sem destino e sem volta, só viajar por aí e de preferência em linha reta. É, em linha reta sempre. Mas não consigo, também tenho medo de trens. Então me serve um ônibus? Bem, deve dar. Qualquer um menos o 432. Vou pegar um pela cor e só arredar pé dele em seu ponto final.
E se você estiver lá, seja onde for, num ponto de ônibus, numa rodoviária qualquer ou na garagem à esquina do fim do mundo, se você estiver lá esperando por mim, é por que tinha que ser. Se não tiver um rosto conhecido por lá at all, é por que não era em sua areia que eu deveria caminhar.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
letters to no one
Postado por
qseumabrastemp
It's Christmas again and the year is already ending. It passed by so quickly, so quickly I barely felt it. Maybe it was because, right in the middle of everything and into my numbness, you showed up... again. But in a completely different way and I just don't know what happened and I've never believed in those stories about love at first sight and well, I still don't buy them yet. Even though I felt as if the ground was swallowing me whole and everything around me was spinning into a black hole leaving only the two of us, standing there as if nothing ever happened before and we were two completely unknown kids, but with all that old everything as a back up. No, I still won't buy it.
I never admit it maybe 'cause I never noticed it, but I think I love you since the very first day when you were coiled up in the corner of the mall, eating your french fries while I just stood there thinking how long it would take me to beg for another cigarette. I loved you there. You looked at me and I felt that fuzzy inside, the one I've been trying to run away from since my very first love. Or crush, we just never know, right? But I don't know... maybe I just numbed it inside because I knew it wouldn't've worked out fine or maybe the time just wasn't right but I ended up burying it and crossing the dancefloor with so many other dancers and now... I can't follow the beat if it's not with you.
God, it is pathetic indeed. I mean, I really feel pathetic. For both feeling it and trying to run from it. But it's just that I can't trust people in this matter, not anymore. I can't take the hurt and you, if you have all this of me with only a glance, God only knows what I'd have left once you decide to walk away.
And that's because of all this apathy I play outside... I'm losing the only thing I asked for this Christmas. I lost it already, actually. God, I really feel like I went too far and I hurt you like I never really meant to. And now you're gone, now you'll run into that cage we all carry along with our hearts and lock yourself there and hide yourself from me and God, I don't want it. No, really. I couldn't take it. I just wanted you and the pain I build by myself because of all those past frustrations and the fears they bring along, well... I just wanted it all to go away. So I hit and hard, over and over. I don't know why though, if deep inside I know I'll never be able to walk away from you.
But it's Christmas, it's a time of love so let there be love. That's what I've been repeating to myself ever since: let there be love, jerk. You know that's all you need. But no, I'll take my steps back and I'll even try to nail back. 'Cause I'm not one you should trust. I get scared. I'm not good enough. I'm a little fucking annoying brat who spoiled herself in order to hide from all the shit she's seen. So yeah, I'm a spoiled brat and I can't face things like this. But I've came to that point where... well, I can't want to live without you.
But it's another year ending and people say it's a time for change and I wanna change. I wanna take you in, let you go for a ride around my world, I wanna let there be love. But at the same time I think I believe I should change back to who I was, strong and unreachable, and leave you alone.
I just want this year to end, really. But I want to be there with you. I want to see the next one coming to life with you by my side. I want to show you I care. I want to let you know I can be a better person if given the chance.
But I don't know. It's like waiting for Santa. Miracles don't happen in real life and this shit I'm stucked in ain't a fucking Hollywood blockbuster. I just wish you were here with me.
And by the way, I'll be wearing your bracelet, I will. And this little necklace I made with the pendant I stole from the gift I bought you. Maybe I'll feel closer. Less alone. Less me.
I never admit it maybe 'cause I never noticed it, but I think I love you since the very first day when you were coiled up in the corner of the mall, eating your french fries while I just stood there thinking how long it would take me to beg for another cigarette. I loved you there. You looked at me and I felt that fuzzy inside, the one I've been trying to run away from since my very first love. Or crush, we just never know, right? But I don't know... maybe I just numbed it inside because I knew it wouldn't've worked out fine or maybe the time just wasn't right but I ended up burying it and crossing the dancefloor with so many other dancers and now... I can't follow the beat if it's not with you.
God, it is pathetic indeed. I mean, I really feel pathetic. For both feeling it and trying to run from it. But it's just that I can't trust people in this matter, not anymore. I can't take the hurt and you, if you have all this of me with only a glance, God only knows what I'd have left once you decide to walk away.
And that's because of all this apathy I play outside... I'm losing the only thing I asked for this Christmas. I lost it already, actually. God, I really feel like I went too far and I hurt you like I never really meant to. And now you're gone, now you'll run into that cage we all carry along with our hearts and lock yourself there and hide yourself from me and God, I don't want it. No, really. I couldn't take it. I just wanted you and the pain I build by myself because of all those past frustrations and the fears they bring along, well... I just wanted it all to go away. So I hit and hard, over and over. I don't know why though, if deep inside I know I'll never be able to walk away from you.
But it's Christmas, it's a time of love so let there be love. That's what I've been repeating to myself ever since: let there be love, jerk. You know that's all you need. But no, I'll take my steps back and I'll even try to nail back. 'Cause I'm not one you should trust. I get scared. I'm not good enough. I'm a little fucking annoying brat who spoiled herself in order to hide from all the shit she's seen. So yeah, I'm a spoiled brat and I can't face things like this. But I've came to that point where... well, I can't want to live without you.
But it's another year ending and people say it's a time for change and I wanna change. I wanna take you in, let you go for a ride around my world, I wanna let there be love. But at the same time I think I believe I should change back to who I was, strong and unreachable, and leave you alone.
I just want this year to end, really. But I want to be there with you. I want to see the next one coming to life with you by my side. I want to show you I care. I want to let you know I can be a better person if given the chance.
But I don't know. It's like waiting for Santa. Miracles don't happen in real life and this shit I'm stucked in ain't a fucking Hollywood blockbuster. I just wish you were here with me.
And by the way, I'll be wearing your bracelet, I will. And this little necklace I made with the pendant I stole from the gift I bought you. Maybe I'll feel closer. Less alone. Less me.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
um outro outubro
Postado por
qseumabrastemp
é essa raiva que guarda do mundo
e tão de ti, só para mim
e se é esse o inimigo, então me diz
por que tem que ser? e ser assim?
é essa sua dor que não passa, vai
esses seus temores e todo o mais
não é só teu não, mas vem de mim
então o melhor é partir.
e só assim aprenderá a ler
quem sabe até encontrará o que é viver
mas não sei fazer poesias
ou escrever belas cartas e umas rimas
não, não de amor
é que essa bosta só rima com dor
e o sorriso e o cheiro, um toque ou dois
é pior que fumar, uns dizem e já ouvi
é morte guardada em cada trago de ti
mas não sou eu que morro a sorrir
e nem você; não, pequena, é isso aí
isso que se construiu, isso que se quebra
isso que não pode ser amor mas não é guerra
é esse seu buraco que meus passos preenchem
uns que aprendi em tantas outras danças
é o movimento de outros quadris que se repetem
mas ainda não aprendi a falar disso
não, não de amor
e tão de ti, só para mim
e se é esse o inimigo, então me diz
por que tem que ser? e ser assim?
é essa sua dor que não passa, vai
esses seus temores e todo o mais
não é só teu não, mas vem de mim
então o melhor é partir.
e só assim aprenderá a ler
quem sabe até encontrará o que é viver
mas não sei fazer poesias
ou escrever belas cartas e umas rimas
não, não de amor
é que essa bosta só rima com dor
e o sorriso e o cheiro, um toque ou dois
é pior que fumar, uns dizem e já ouvi
é morte guardada em cada trago de ti
mas não sou eu que morro a sorrir
e nem você; não, pequena, é isso aí
isso que se construiu, isso que se quebra
isso que não pode ser amor mas não é guerra
é esse seu buraco que meus passos preenchem
uns que aprendi em tantas outras danças
é o movimento de outros quadris que se repetem
mas ainda não aprendi a falar disso
não, não de amor
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
usted
Postado por
qseumabrastemp
Você nunca precisou correr enquanto sangrava, sentar com um sorriso enquanto tudo queimava. Nem nunca precisou tentar fechar com papel as feridas que escondia com seus belos shorts coloridos. Você nunca viu ninguém morrer e precisar continuar andando, então cala a boca.
Você nunca passou fome, nunca viu sua criança chorar por que Papai Noel não veio esse ano. Você nunca ouviu sua mãe se dizer arrependida de ter te deixado nascer. E nem nunca preferiu trocar de lugar com um vegetal para não ter mais que precisar atuar. Então... cala essa boca.
Você nunca precisou engolir o choro enquanto apanhava ou recolher todo o seu material rasgado. Nem nunca foi humilhada ou precisou trabalhar. Você nunca viu o Sol nascer dias a fio por precisar viajar a inocência da sua criança. Então... você já sabe.
Você nunca precisou se fechar para sobreviver. Você nunca escreveu pra prisão, nunca precisou ser revistada, visitada, revisitada. Nunca precisou se apagar, nunca precisou atuar. Você... por Deus.
Você nunca precisou se fechar para sobreviver. Você nunca escreveu pra prisão, nunca precisou ser revistada, visitada, revisitada. Nunca precisou se apagar, nunca precisou atuar. Você... por Deus.
Você não sabe o que é desmaiar de fome e ainda assim ter nojo do seu próprio corpo. Não sabe o que é querer desaparecer para não chamar a atenção de outros e mais outros e se sentir um parque de diversão de todos os doentes por crianças. Você não sabe o que é se vender. Você só teve um coração partido, vai sobreviver.
Não, você não sabe o que é dor. Então... cala essa boca.
Between a sweet retrouvailles and the esprit d'escalier.
Postado por
qseumabrastemp
Meus amores que me perdoem, mas minhas palavras mais belas foram todas para você. Aquela passagem única, exclusiva, aquele chamado nunca anteriormente dado, direto para o meu mundo podre... todo seu também. As lembranças mais doces e os vestígios mais amargos? Quer outra surpresa? É, pequena. A dona desses é você também.
Uma cumplicidade que julguei jamais me permitir conhecer – e desvendar com uma fome gigantesca por amor e a sede por companhia, e amar e necessitar – era então minha mais doce companheira. Era tão minha quanto esse ar que respiro e, não mais que de repente, se foi. É, tão minha mesmo quanto o ar que respiro – artifício esse de necessidade vital que tomo emprestado a todo tempo e pouquissimo pareço dar valor. A fatia escrota da culpa é bastante minha, eu sei.
O que não sei, entretanto, é em que esquina nossos caminhos se separaram. Sempre seguimos as estradas mais tortuosas, eu sei, mas a sua mão estava sempre ali – e para todo, todo o sempre estaria, não é mesmo? - e promessas não eram feitas por que nós simplesmente não precisávamos disso. Amor não é feito de promessas, ele se constrói em atos e laços e abraços e os meus eram somente seus, não é mesmo? Só quero saber em que esquina se deu tal fato. Qual? Ipanema, de certo. Último abraço, de certo.
Talvez nem valha a pena, na verdade. Revisitar esses cantos podres das minhas lembranças, entendes? De que me valeria tentar entender algo que nem sequer deveria ter acontecido em primeiro lugar? Certas coisas são difíceis de engolir, pequena, e são essas, somente essas, que cuspimos para longe e deixamos lá para descansar... descansar até se desfazerem.
Porque dizem que o tempo cura tudo, não é mesmo? E que também apaga, se não estou enganada. Não sei mais quanto se passou, mas nada parece ter se apagado de mim em você e muito menos de você em mim. É só isso que eu espero que saiba. É o Natal vindo por aí, talvez, e todas essas luzes sempre me tocaram, você sabe disso. Sabe sim. Você que me conhece melhor do que ninguém. Você que viu a criança assustada que se traveste de leão. E você que viu o quão podre e cruel pode ser uma criança desajustada e imatura como eu. No fundo você ainda sabe de tudo, eu sei.
É que sim, Natal está vindo aí. Nascimento de Jesus, né? Tempo de fazer as pazes e tudo o mais. Ou que se foda, talvez seja só tempo de se beber em família, comer carne só para depois vomitar e gastar dinheiro. Mas para mim, só por sua causa, tem me parecido um tempo de escrever cartas, dizer desculpas e sentir falta. Muita. Uma falta maior do que essa minha necessidade de pegar ar emprestado. Quase maior que a de puxar a nicotina – minha, só minha. Quase assim como você – para dentro em ordem de manter tudo fora de ordem.
Pego minhas folhas mais bonitas e algumas canetas cheias de carga por que nossas lembranças, pequena, meus sentimentos e minhas desculpas, meu pedido e minhas saudade são todos grandes até demais. Eu poderia bancar a BIC por toda uma vida se fosse escrever tudo que corre e rebate dentro de mim, tudo isso que nos rasgou em duas como nunca fomos. Distante como nunca deveríamos jamais ter pensado em um dia estar.
Mas então logo as largo de lado e lanço mão de mais um desses meus vinte amores. Largo por todos os encontros que antes seriam preenchidos por abraços e por um amor que só fora teu – e sempre assim vai ser, infelizmente agora, felizmente para toda a eternidade e por todas as horas apreciadas -, um amor que preenchia todos os nossos inúmeros buracos e brechas e medos. Tudo, tão única e somente tudo. Por todos esses encontros que antes me alimentariam de vida, de vontade, de certeza e me construiriam um chão... largo por eles, por cada um deles que lentamente se transformaram em frieza, distância, mágoa, rancor e sabe-se Deus quanto mais sentimentos ruins que você, minha flor, sempre desprezara tanto. Largo por eles que agora nada mais são que uma tragada de raiva, um amor jogado ao chão, um olhar que esfaqueia para caminhar para longe. Longe de mim, de quem fui, de quem ainda somos, acredito eu. É, você sabe que eu gosto de acreditar.
Assim como você também já deve ter percebido que aprendi a perdoar. Aprendi a perdoar quem nem o merece tanto assim, quem nem pediu o bastante, quem vai errar e ir embora como antes. Perdôo por que aprendi a amar com a melhor das professoras. Mergulhei nesse mundo de cabeça e agora cadê você, professora? Cadê você para aplaudir, me parabenizar por finalmente me deixar sentir. Por querer deixar mais alguém entrar. Cadê você? Cadê?
O Natal 'tá chegando, pequena, e a chuva não vai embora. O cigarro 'tá acabando e eu sei fazer café forte e gostoso agora. Então cadê você? Cadê?
the world as we know it
Postado por
qseumabrastemp
Muros, grades, seguranças e sensores de movimento não me são estranhos, assim como para qualquer outro carioca, principalmente os que um dia já voltaram para casa com alguma paranóia ou história cabeluda de brinde. Nem mais estranhamos esses objetos estranhos que, de certa forma e para nossos olhos treinados e cansados, são parte da arquitetura do Rio. Sem esses detalhes, nossa cidade nos parece ainda mais nua e nós, deixados à Deus dará.
Mas tenho que confessar, de vez em quando, presto um pouco de atenção às coisas à minha volta quando ando por aí; são as mesmas casas de sempre, lojas, botequins, qualquer coisa normalmente ignorada mas que possa me distrair, principalmente se eu estiver dentro de um ônibus ou entediada em um carro. No último final de semana, sonolenta dentro de um carro dessa vez, acabei por notar todas as casas e edifícios ao meu redor com... cercas elétricas. Já não bastassem os muros gigantescos ou as grades grossas guardando as portarias, agora vejo cercas elétricas – que me pareceram apenas simples arames farpados à uma primeira vista – com avisos com caveirinhas, ou seja, a versão torrada de todo aquele que tentar invadir. Seria tudo isso apenas outra tentativa frustrada de se manter seguro enquanto distante do mundo lá fora?
Veja bem, não estou criticando nenhum deles. Arrisca-se quem se garante e se protege quem tem juízo e eu bem que andaria com zilhões de guarda-costas ao meu redor se tivesse grana para isso. Vida a gente só tem uma, certo? Protegemos-na como podemos. Eu realmente não vejo problema algum em viver por trás de um muro de concreto com cercas elétricas no topo se esta falsa segurança for apenas física e não emocional, se ela for te ajudar a dormir mais tranquilo, me entende? Até porque não é nem um pouco agradável a idéia de alguém invadir o meu espaço e tomar minhas coisas, minhas lembranças. Fora que toda essa proteção dá ao nosso mundinho particular um certo ar de mistério, como se um reino encantado se escondesse por aqui, com leões sábios, elfos gatos, Voldemorts e crianças que nunca crescem.
Mas não é bem assim. Parece que se tornar adulto é se prender no alto de uma maldita torre, fora do alcance de todos, tranquilo na solidão que se esconde por trás dessa falsa segurança sobre a qual tanto falo. São limites que delimitamos para manter distante qualquer indivíduo empenhado demais em nos conhecer de verdade, em invadir o que não é da conta deles, através de certos gestos, fugas de relacionamentos mais íntimos, sabes? Aqueles filtros que usamos quando seguramos a língua antes de falar o que realmente pensamos e até mesmo bloqueando nossas redes sociais... será que tudo isso vale a pena? Realmente funciona?
É o medo do desconhecido, do mais forte vir e arrombar sua segurança apenas para marcar território e mudar tudo de vez só para meter o pé levando com ele seus bens mais preciosos, suas fraquezas tão bem escondidas, souvernirs de seu mundo particular. Ótimos seriam esses muros se o medo de perder algo tão particular não fosse muito mais poderoso do que o de perder seu telefone de última geração ou coisa que o valha; o problema é que ele não te impede só de viver a vida lá fora sem maiores preocupações com quem está te seguindo, mas te impede de viver no lugar de apenas existir, se deixar ser descoberto como você realmente o é e não como apresenta para o seu público cativo e visitantes. Aciona o alarme, mano.
Enfim, por muito tempo acreditei que era melhor viver assim e ainda hoje cuido dos muros que protegem meu mundinho de qualquer bisbilhoteiro sagaz. Mas, para minha imensa alegria, o sensor de movimento que sempre me custou tão caro parece ter bobeado ao detectar uma certa presença estranha no meu jardim. É eu tacando quilos de cimento e alguém com um diacho de uma britadeira mandando meus muros abaixo; óbvio que reclamei e reclamei, resisti e até tentei fugir, mas sou uma fumante asmática, logo correr não é meu maior talento. Então estou tentando deixar o invasor chegar um pouquinho mais longe, sabe-se Deus onde isso pode parar... mas resolvi tentar me socializar com as crianças que nunca crescem daqui e acreditar em fadas.
Mas é óbvio que continuo carregando meu spray de pimenta pronto para espirrar em ambos perigos, afinal de contas, tanto meu celular quanto meus segredos são preciosos demais pra sair por aí dando bobeira.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
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qseumabrastemp
the broken thin glass under their weigh
in which beneath we may drop
in which beneath we may love
other drown out whishes we hurt to hide
in which we still believe to drown
in which we still build to swallow
the long dirty ends crave their own way into
lifeless lovers dancing along to their corpses
until one has never felt so alive
but one's never felt so used up
take a hand, numb a wish, enjoy the pain
as the glass turns into nothing but disdain
hold to their promises
just hold to your vain
nothing is felt so no souvenir is taken
just another trace left to be untraced.
in which beneath we may drop
in which beneath we may love
other drown out whishes we hurt to hide
in which we still believe to drown
in which we still build to swallow
the long dirty ends crave their own way into
lifeless lovers dancing along to their corpses
until one has never felt so alive
but one's never felt so used up
take a hand, numb a wish, enjoy the pain
as the glass turns into nothing but disdain
hold to their promises
just hold to your vain
nothing is felt so no souvenir is taken
just another trace left to be untraced.
se nada sei
Postado por
qseumabrastemp
Eu queria mais que algumas promessas, algo que me fizesse ficar. Algo como aprender a andar de bicicleta, talvez. As vezes tenho quase uma plena certeza de que não sei o que quero, mas sei que quero algo.
Alguma segurança? Algo que eu pudesse tocar, talvez? Mas que pelo menos me preenchesse a todo tempo e que eu nunca mais quisesse chorar. É que eu nunca consigo chorar quando deveria e aí já começo a pensar que nem sinto mais nada e então me bate um desespero que só Deus vendo e não tenho mais certeza de praticamente nada. É quando eu sei que ainda sinto, né? Acho que só perdi o jeito de como lidar com essas coisas. Esse tempo distante do meu pior lado me fez perder toda a manha.
Só sei que me arrumar algo concreto não machucaria, pelo menos não dessa vez. Mais que palavras, olhares ou gestos. Essas coisas o tempo leva e a gente não consegue guardar, segurar por aqui. Só queria saber que não rodei e rodei para voltar àquele mesmo ponto, ainda que ele me pareça o certo, algo mais próximo de casa.
Só que eu penso demais, penso até começar a achar que talvez, quem sabe, eles tenham razão e eu só precise de umas boas noites regadas à álcool, sexo sem compromisso - e nomes, histórias, essências ou gostos -, alguns machucados para lembrar das aventuras e encontrarei alguém melhor. Não sei qual seu parâmetro de bom ou melhor, do certo para mim, mas acho que discordo dele.
Mas então eu paro para pensar e, meu Deus, o que mais eu poderia querer? Eu sei que pior não fica mas melhorar? Eu não mereço algo melhor, não vou ter esse melhor e nem acho que vou procurar. Não sou assim. Vou arredar o pé antes de chegar lá. Mas não sei, não machucaria saber onde diabos estou pisando afinal. Acho que eu não quero o melhor, só quero o que quase encaixa nesse vazio.
Mas é só uma questão de paciência, é meio que uma prova dos nove e se eu aguentar por tudo isso, se eu chegar lá e saber disso, é por que era pra ser. Se não, era só mais uma das milhares de provas de que eu encontrei outra ponte. É, outra... não sei, outra lição. Mais um degrau para que eu me transformasse em quem tenho que ser, para que eu preparasse tudo para quem tem que vir preencher isso aqui (mesmo que eu não queira outro alguém, pelo menos não agora).
E de aproveitar essas horas massantes, a distância e os contras. Aceitar e acolher tudo isso para tentar aprender uma coisa ou outra. Alguma hora isso vai pra frente ou afunda de vez, é só respirar fundo e esperar encontrar seus braços novamente.
E está tudo bem, eu sei que sim. Alguns maços e uns delírios depois, eu sei que ainda sou aquele menino pré-adolescente e perturbado com meus hormônios. Então para que me preocupar, me segurar ou impedir? Para que fugir? Quem sou eu para falar de amor se nada sei? Por isso me calo, já percebi o quanto erram aqueles que falam demais, que tomam tudo como certo e de seu pleno conhecimento. Por isso me calo e espero. É, espero. Espero por quem vai vir aqui me ensinar um pouquinho disso e quem sabe conseguir me fazer abrir a boca para falar de amor.
Alguma segurança? Algo que eu pudesse tocar, talvez? Mas que pelo menos me preenchesse a todo tempo e que eu nunca mais quisesse chorar. É que eu nunca consigo chorar quando deveria e aí já começo a pensar que nem sinto mais nada e então me bate um desespero que só Deus vendo e não tenho mais certeza de praticamente nada. É quando eu sei que ainda sinto, né? Acho que só perdi o jeito de como lidar com essas coisas. Esse tempo distante do meu pior lado me fez perder toda a manha.
Só sei que me arrumar algo concreto não machucaria, pelo menos não dessa vez. Mais que palavras, olhares ou gestos. Essas coisas o tempo leva e a gente não consegue guardar, segurar por aqui. Só queria saber que não rodei e rodei para voltar àquele mesmo ponto, ainda que ele me pareça o certo, algo mais próximo de casa.
Só que eu penso demais, penso até começar a achar que talvez, quem sabe, eles tenham razão e eu só precise de umas boas noites regadas à álcool, sexo sem compromisso - e nomes, histórias, essências ou gostos -, alguns machucados para lembrar das aventuras e encontrarei alguém melhor. Não sei qual seu parâmetro de bom ou melhor, do certo para mim, mas acho que discordo dele.
Mas então eu paro para pensar e, meu Deus, o que mais eu poderia querer? Eu sei que pior não fica mas melhorar? Eu não mereço algo melhor, não vou ter esse melhor e nem acho que vou procurar. Não sou assim. Vou arredar o pé antes de chegar lá. Mas não sei, não machucaria saber onde diabos estou pisando afinal. Acho que eu não quero o melhor, só quero o que quase encaixa nesse vazio.
Mas é só uma questão de paciência, é meio que uma prova dos nove e se eu aguentar por tudo isso, se eu chegar lá e saber disso, é por que era pra ser. Se não, era só mais uma das milhares de provas de que eu encontrei outra ponte. É, outra... não sei, outra lição. Mais um degrau para que eu me transformasse em quem tenho que ser, para que eu preparasse tudo para quem tem que vir preencher isso aqui (mesmo que eu não queira outro alguém, pelo menos não agora).
E de aproveitar essas horas massantes, a distância e os contras. Aceitar e acolher tudo isso para tentar aprender uma coisa ou outra. Alguma hora isso vai pra frente ou afunda de vez, é só respirar fundo e esperar encontrar seus braços novamente.
E está tudo bem, eu sei que sim. Alguns maços e uns delírios depois, eu sei que ainda sou aquele menino pré-adolescente e perturbado com meus hormônios. Então para que me preocupar, me segurar ou impedir? Para que fugir? Quem sou eu para falar de amor se nada sei? Por isso me calo, já percebi o quanto erram aqueles que falam demais, que tomam tudo como certo e de seu pleno conhecimento. Por isso me calo e espero. É, espero. Espero por quem vai vir aqui me ensinar um pouquinho disso e quem sabe conseguir me fazer abrir a boca para falar de amor.
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