O tempo está passando tão devagar ou tão rápido, já nem sei mais, que ainda é uma terça feira e eu sinto como se estivesse, não sei, na quinta. Tudo começou naquela maldita quinta passada, eu não sei, parece que meu chão sumiu e levou junto com ele toda e qualquer noção que já tive da realidade e do tempo que esta leva para passar e nos arrancar certas coisas. Fui lá, para aquele lugar que acostumei a chamar de lar - mas que agora é só um lá, como todos os outros -; encontrei-o, neguei-o. E então veio o dia seguinte e esperei, não lembro o que fiz, não sei bem o que pensei. Só sei que de quinta para sexta eu não dormi por alguma razão e agora, eu não sei, acho que até lembro de alguma coisa. Alguma conversa importante, alguma coisa; mas era feriado e nos feriados nada importam.
Então chegou mesmo a sexta e enrolei o máximo que pude; procrastinei. Procrastinar é uma das palavras que mais gosto. Procrastinei. O tempo seguiu e esperei, esperei novamente. Fumei e fumei várias vezes mas não me acalmei, nada nunca me acalma, muito menos ultimamente. Outra conversa, mas dessa vez nem um pouco importante, na verdade não me importei nem um pouco mas precisava matar o tempo e sei que você vai estar sempre ali já que você serve é pra isso. Fumei um pouco mais e finalmente entrei. Entrei e então puxei o primeiro copo. E mais outro, pediram cigarros e me deram; flashes, sorrisos e eu já nem sei mais o quê. Bebi, bebi e me diverti; fugi e mijei. Acho até que me escondi.
E então horas inacabáveis, pessoas malditas, mas ali na frente estava tudo caminhando corretamente. Aqui embaixo, aqui ao meu redor, pessoas amadas, tudo caminhando corretamente nessa nossa estrada torta. Outros encontros, sorrisos, outros cigarros pedidos. E então a hora passou. Passou e esperei novamente; chocolates e nem gosto deles. Vinho, vinho caro e bom e de graça ali, ele ainda não tinha chegado. Flashes, no flashes, só uma confusão e agora de nada sei e amanhã de menos ainda me lembrarei. Ele, ele, confusão, flashes, confusão. Outro não, nego aquilo que desconheço; sempre. Esqueci a porra da bolsa, acho que esqueci quem sou.
Então chegou o outro dia, o sábado, eu acho. Pouca ressaca física apesar da mistura e da falta de comida de antes - por que depois tive larica, bateu o desespero de ter outra porra naquela bebida. Devia ter ouvido alguém, alguém deve ter me avisado. A ressaca era moral por que tenho escrúpulos adoráveis dos quais nunca largo. É. Mas então voltei para o lá - que costumava ser lar - e vi café e lembranças da infância e parques abandonados e talvez eu tenha me sentido em casa novamente, mas voltei lá e me escondi por que bem, tenho medo do desconhecido. Desculpas à fadas e estava tudo certo, lá - que não sentia mesmo como lar - estava eu fugindo e negando novamente.
E mais tarde mais bebida, eu era eu novamente, mas agora existiam outros eu também. Nenhum contato, acho que eu não precisava de você naquela hora, eu ainda tinha os meus cigarros e os meus...
Então o tempo passou, não durmo. Cansei, quero sumir de você por que você é um saco. Mas eles são tão adoráveis, talvez eu devesse dá-los uma chance, foi o que eu decidi. É que eu decidi que não ia mais fugir e ir dormir na vontade. O céu era cinza hoje.
Mas então você pediu pra ficar e eu fiquei, estou tão cansada de tudo que até consegui cochilar. Mas então veio esse dia de terça que mais me parece uma quinta e, meu Deus, ele poderia ser eu; eu não teria problemas em ser ele, eu até gostaria de ser ele. Mas eu não sei, não sei. Acho que se fossêmos um o apocalipse aconteceria. Mas como não acredito no fim do mundo, deixei estar.
Mas já está tão tarde de novo e eu não consigo dormir, apesar do sono. Você veio de novo e, cacete, você cansa. Você e, putaquepariu, todo esse seu circo - nunca vou conseguir chamar isso de meu. Mas aí eu cansei e deitei, achei que talvez pudesse dormir para chegar logo a quarta e depois eu finalmente viver a quinta. Estou ficando com medo da quinta, sabia?
Mas nada dava em porra alguma então eu levantei e saí ligando, acendendo tudo - tv, luz, computador, cigarro, a porra toda. Fui na cozinha buscar umas coisas, mastiguei e cuspi tudo menos o café. Então eu continuei sentindo que algo faltava por ali, peguei o livro e fui fumar.
Então eu estava ali na sala, fumando e lendo e pensando no que diabos eu estava fazendo, quando ele veio com seus olhos desesperados apenas para refletir os meus. Deixei-o vir, me ensinar um pouco o que viria a ser o afeto. Então pensei que não devo ser uma má pessoa, não lá dentro, ou ele não iria vir ao meu encontro toda madrugada que saio para a sala só para fumar e de vez em quando ler, noutras só reclamar, mentalmente e sozinha, de tudo, grande ou pequeno, que de alguma forma me incomoda tanto.
Ouço grunhidos vindos do outro quarto e sons de pés a mexer em chinelos, membros a procurar um caminho seguro no escuro e olho para o relógio - três e caralhadas da manhã -, estou cansada e bocejando e eu deveria conseguir dormir, mas como sempre estou sem sono. E então ela vem, meio perdida e mansa só por que está dopada de sono - and no dope, no hope - e já até posso ouvir sua voz irritante repetir para mim "Clarisse, vai dormir". Nem seis segundos depois e sua boca seca da madrugada de sono que aproveitara - e que eu perdira jogada na cama me perguntando por quê diabos não durmo quando estou tão cansada - mexia-se apenas para cuspir exatamente o que eu previra. Dei de ombros. Foda-se. Como se um maldito dum resmungo fosse me enfeitiçar e me derrubar desacordada em algum canto daquele apartamento.
E então trancou-se no banheiro e dei mais algumas outras tragadas. Pensei novamente naquilo que havia escrito mais cedo, sobre muros e trancas e aquela falsa segurança que erguemos para nos manter longe dos pivetes e dos amantes bisbilhoteiros. Voltei meus olhos para o livro em meu colo enquanto ouvia o pequeno ser - queria chamá-lo de indivíduo mas não sei, acho que não dá. Indivíduo algum poderia gostar de mim a ponto de lamber meus pés - seguia para a porta que dava para o pequeno cubículo que dividia o quarto do banheiro; coitado, esperando, calado, alguma forma de afeto vir dela.
Então ela saiu, voltou para o outro quarto e segui para a cozinha já que o cigarro havia acabado (e o maço estava prestes a tomar o mesmo caminho). Bebi, eu não sei, uns três goles d'água pensando no que iria escrever quando sentasse o rabo aqui de novo, de frente pro computador, onde estou agora. Estou sentada e escrevendo sobre coisa alguma e ainda sem saber o que quero dizer.
Então..
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terça-feira, 19 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
no, she doesn't regret a thing.
Postado por
qseumabrastemp
I like sweet things, pastels colors, cotton candies and long drunk dreams
I like aching while I wait and goodbyes because that's what I'm made of.
I like reruns when the ticket's price's too high, you know I'd never bet low.
I like myself a few of them and a lot. I like things and then I hate them but I,
well, I know I'll like them even more.
I don't like promises when they sound like mere rotten chains and vain
while they jump out of your sore lips in a heartbeat and so thoughtlessly
only to remain ringing in my ears, crawling through a poor and itching me.
I don't like long cold goodbyes when it's your hand waving me away but,
well, I don't like the sound of your steps.
I want Almodóvar writing my script, Piaf singing it away in pure joy and tears
I want the best actors to recite my lines but I'll keep the lies all mine, only mine
I want French love affairs and never ending trips to the sky and to trip on you
And on him and on all of them and I want to feed my hunger in your arms but,
well, I want more than they're willing to fake.
I don't want to learn from mistakes, I'd only cherish them like mother like son
I don't want to stop to take a breath and admire the sight, life's way too short
And I don't want to come back here ever again, it's only once and with feelings
I don't want to reach to you and I don't want to let you go but you, filthy whore...
I'm getting sick of your cheap burns and it's getting late, I can't miss the next.
There'll be thousand others and pictures to remind them all and kisses and all
there'll be better touches, plenty of fucks, worse lips but there'll be none, dear
there'll be none who'll take your place.
It was good while it lasted the first time. Good and painful.
And it's being great now that it's ending for the second time.
But life is too short and I'm afraid there'll be no next round.
I like aching while I wait and goodbyes because that's what I'm made of.
I like reruns when the ticket's price's too high, you know I'd never bet low.
I like myself a few of them and a lot. I like things and then I hate them but I,
well, I know I'll like them even more.
I don't like promises when they sound like mere rotten chains and vain
while they jump out of your sore lips in a heartbeat and so thoughtlessly
only to remain ringing in my ears, crawling through a poor and itching me.
I don't like long cold goodbyes when it's your hand waving me away but,
well, I don't like the sound of your steps.
I want Almodóvar writing my script, Piaf singing it away in pure joy and tears
I want the best actors to recite my lines but I'll keep the lies all mine, only mine
I want French love affairs and never ending trips to the sky and to trip on you
And on him and on all of them and I want to feed my hunger in your arms but,
well, I want more than they're willing to fake.
I don't want to learn from mistakes, I'd only cherish them like mother like son
I don't want to stop to take a breath and admire the sight, life's way too short
And I don't want to come back here ever again, it's only once and with feelings
I don't want to reach to you and I don't want to let you go but you, filthy whore...
I'm getting sick of your cheap burns and it's getting late, I can't miss the next.
There'll be thousand others and pictures to remind them all and kisses and all
there'll be better touches, plenty of fucks, worse lips but there'll be none, dear
there'll be none who'll take your place.
It was good while it lasted the first time. Good and painful.
And it's being great now that it's ending for the second time.
But life is too short and I'm afraid there'll be no next round.
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catecismo em nilópolis
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qseumabrastemp
"o copo pode estar vazio, mas seu coração sempre está cheio."
"já posso sentir o álcool percorrendo meus capilares."
"quase uma brastemp!"
"odeio quando fazem o semi-conhecido."
"os dez mandamentos."
"você quer ajuda?"
"você não quer isso, é sério! você não quer! menino, isso tem pimenta!"
"não cheira, só bebe."
"isso vem da onde? de malibu?"
"vou parar de beber quando fizer dezoito."
"e eu fico tipo: GET A LIIIIFE!"
"vocês fazem catecismo? eu fiz catecismo em nilópolis. - isso daria um livro."
"como no final de um filme, aí a gente olha para o céu e a câmera se afasta e aparece "fim"."
"tenho dezenove anos e não vivi minha vida em sua plenitude. mas eu moro aqui perto, então eu sempre volto."
"Deus é pai! Deus é maior! Deus é maaaaaaior!"
"Você é a Cris, né? Eu sou a... mas a senhora não vai lembrar de mim. A senhora vai lembrar de mim? Por favor, lembre de mim, porque eu vou lembrar de você."
"Ele é um pequeno Mussolini."
"Ah..."
"Se eu já sei como será lá... com gente sentada em bancos na chuva. Fico na chuva daqui, no banco daqui."
"no meu bar, nãããão!"
"apertar.''
Preciso me lembrar as outras tão melhores e fazer um livro. É, vou fazer um livro e o título será "catecismo em nilópolis".
"já posso sentir o álcool percorrendo meus capilares."
"quase uma brastemp!"
"odeio quando fazem o semi-conhecido."
"os dez mandamentos."
"você quer ajuda?"
"você não quer isso, é sério! você não quer! menino, isso tem pimenta!"
"não cheira, só bebe."
"isso vem da onde? de malibu?"
"vou parar de beber quando fizer dezoito."
"e eu fico tipo: GET A LIIIIFE!"
"vocês fazem catecismo? eu fiz catecismo em nilópolis. - isso daria um livro."
"como no final de um filme, aí a gente olha para o céu e a câmera se afasta e aparece "fim"."
"tenho dezenove anos e não vivi minha vida em sua plenitude. mas eu moro aqui perto, então eu sempre volto."
"Deus é pai! Deus é maior! Deus é maaaaaaior!"
"Você é a Cris, né? Eu sou a... mas a senhora não vai lembrar de mim. A senhora vai lembrar de mim? Por favor, lembre de mim, porque eu vou lembrar de você."
"Ele é um pequeno Mussolini."
"Ah..."
"Se eu já sei como será lá... com gente sentada em bancos na chuva. Fico na chuva daqui, no banco daqui."
"no meu bar, nãããão!"
"apertar.''
Preciso me lembrar as outras tão melhores e fazer um livro. É, vou fazer um livro e o título será "catecismo em nilópolis".
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
sábado, 9 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
só as mães são felizes.
Postado por
qseumabrastemp
Você nunca ouviu falar em maldição
nunca viu um milagre
nunca chorou sozinha num banheiro sujo
nem nunca quis ver a face de Deus.
nunca viu um milagre
nunca chorou sozinha num banheiro sujo
nem nunca quis ver a face de Deus.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
neorago.
Postado por
qseumabrastemp
Eu não peço muito, eu juro. Eu só queria que essa febre baixasse, que minha imunidade se fortalecesse e eu pudesse sugar a sua dor. Ser menos distante, saber abraçar, alcançar. Poder te tirar desses tubos e te conectar à mim, absorver o que te mata e te ver de pé outra vez.
É que você nunca vacilou na minha frente, nunca tropeçou ou caiu. Todos esses heróis das outras crianças são pinto na frente de quem você é, do que você faz por mim. Mas ninguém é de ferro, ninguém é eterno e eu já devia saber disso. Sempre vejo tanta gente vir só para ir logo depois, mas eu não sei se poderia passar por essa sem você.
Por que era você comigo me fazendo respirar, comigo no elevador quando ele caiu e eu estava dopada demais para entender o que te fazia passar. Era você ali, sorrindo para mim mesmo quando eu tomava o caminho contrário e jogava por terra tudo o que a sociedade tenta me fazer acreditar que é o fácil. É você me apoiando nas burradas, nas saídas e nos porres de finais de semana, nos sonhos idiotas de entrar em Julliard ou poder ter uma vida decente na Coréia.
É você quem me derruba, só você. Seja com suas palavras rígidas, sua falta de tato ou quando cai numa cama de hospital; aberto e com água podre jorrando de você, o corredor vazio e minha mente girando. Você não deveria ser o Super Homem com alguma kryptonita. Você não pode ter fraquezas ou eu não tenho em quem segurar. Então, por favor, volta logo. Eu realmente não sei andar sem a tua força pra me manter de pé.
Por que todos eles tentam e por isso eu agradeço, mas eu não posso te perder. Não posso te ver calmo, dormindo quase sem respirar, com só uma máquina te mantendo aqui. E se a luz acabar? Ela deve ter uma bateria, eu sei. Mas baterias acabam e você não deveria depender de uma. Você é tão mais... Quero a sua fúria de sempre, você pode berrar o quanto quiser, me xingar o quanto quiser, só não me deixa sozinha.
Tudo me dói, pai, e os dezenove anos não deveriam ser assim. Tudo arde, 'tô sem pele e a carne queima feito pra caralho, 'tô dizendo. Cadê você pra me esconder os cigarros, me mandar ir tomar um remédio, beber água, deitar? Cadê você pra me fazer comer? Eu 'tô comendo tanto por ti, pai. Eu poderia engordar uns cem quilos se isso fosse te trazer pra perto de mim agora. Eu poderia comer um boi, o nosso cachorro, eu comeria um braço meu se isso fosse te fazer voltar a sentir o teu.
Só não me deixa aqui sozinha, por favor. Eu 'tô te pedindo.
É que você nunca vacilou na minha frente, nunca tropeçou ou caiu. Todos esses heróis das outras crianças são pinto na frente de quem você é, do que você faz por mim. Mas ninguém é de ferro, ninguém é eterno e eu já devia saber disso. Sempre vejo tanta gente vir só para ir logo depois, mas eu não sei se poderia passar por essa sem você.
Por que era você comigo me fazendo respirar, comigo no elevador quando ele caiu e eu estava dopada demais para entender o que te fazia passar. Era você ali, sorrindo para mim mesmo quando eu tomava o caminho contrário e jogava por terra tudo o que a sociedade tenta me fazer acreditar que é o fácil. É você me apoiando nas burradas, nas saídas e nos porres de finais de semana, nos sonhos idiotas de entrar em Julliard ou poder ter uma vida decente na Coréia.
É você quem me derruba, só você. Seja com suas palavras rígidas, sua falta de tato ou quando cai numa cama de hospital; aberto e com água podre jorrando de você, o corredor vazio e minha mente girando. Você não deveria ser o Super Homem com alguma kryptonita. Você não pode ter fraquezas ou eu não tenho em quem segurar. Então, por favor, volta logo. Eu realmente não sei andar sem a tua força pra me manter de pé.
Por que todos eles tentam e por isso eu agradeço, mas eu não posso te perder. Não posso te ver calmo, dormindo quase sem respirar, com só uma máquina te mantendo aqui. E se a luz acabar? Ela deve ter uma bateria, eu sei. Mas baterias acabam e você não deveria depender de uma. Você é tão mais... Quero a sua fúria de sempre, você pode berrar o quanto quiser, me xingar o quanto quiser, só não me deixa sozinha.
Tudo me dói, pai, e os dezenove anos não deveriam ser assim. Tudo arde, 'tô sem pele e a carne queima feito pra caralho, 'tô dizendo. Cadê você pra me esconder os cigarros, me mandar ir tomar um remédio, beber água, deitar? Cadê você pra me fazer comer? Eu 'tô comendo tanto por ti, pai. Eu poderia engordar uns cem quilos se isso fosse te trazer pra perto de mim agora. Eu poderia comer um boi, o nosso cachorro, eu comeria um braço meu se isso fosse te fazer voltar a sentir o teu.
Só não me deixa aqui sozinha, por favor. Eu 'tô te pedindo.
the nowhere grain
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qseumabrastemp
Because of her deep voice and that slim, tiny flat body of hers she would groan once in a while "I'm not a boy" to the old refined ladies of her famous neighborhood. "Or at least not right now, not in this life" the whispered words would drown into her weak breath. We never really know what we truly are on the inside. And she believed in many things like being an old soul living several lives in different bodies throughout what we call a world, her Earth. She also believed in taking a bus to nowhere in particular just to talk on the beach, the entire beach, listening to whatever band could play her wrapped thoughts, probably her favorite one. But not on the sand, you know, but on the dirty sidewalk. Walking on the sand is for easy, figured out people. But is there someone completely solved out there? In that she's never been sure if she believed in or not.
Because, you see, there is only one Earth, only one sand in that neighborhood but zillions of people. So we have to see it differently, it's obvious. There are the double of eyes, Heaven knows how many minds or sights. But a cold glare would keep them from trying to invade yours. Because, well, in that she believed, there is no common place on the real deal.
As the world can't stop turning and gravity won't let go of her work, we gotta come and go. So she couldn't ever be sure of what she is by this turn... maybe a legit woman? That's quite impossible, maybe an old lady trapped inside a 12 years old slut's immaculate body. But, at least tonight, she knew one of her little boys was showing. And she shouldn't hide it, no. But only because once you're aware of it, you develop into something else - hanging between two opposite poles, absolving one and putting the other to keep on going, functioning.
Now the ride is almost over and she's right around the corner, so stop calling. This fraction is only getting a grip, you know?
No, she wasn't a boy... only a rotating grain.
domingo, 26 de setembro de 2010
candy rain
Postado por
qseumabrastemp
Like fireworks, magnificent but short. It’s a vicious cycle.
Some people are happy together.
Some people are happier when they are not together.
Some people are unhappy because they can’t be together.
And some will never be happy even if they are together.
Some people are happy together.
Some people are happier when they are not together.
Some people are unhappy because they can’t be together.
And some will never be happy even if they are together.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
can someone take this pen out of morrissey's hand?
Postado por
qseumabrastemp
No meio da falta do que fazer rendida pela insônia achei as letras de umas músicas antigas que tinha feito (sozinha ou com outras pessoas) no outro disco rígido desse PC.
Tudo muito merda, viu? Mas vou postar algumas aqui, de vez em quando e nunca, só para não perder de vista de novo...
Nossa, essa vai ser pra sempre minha favorita <3
Tudo muito merda, viu? Mas vou postar algumas aqui, de vez em quando e nunca, só para não perder de vista de novo...
when you were young there was a diamond sea
it really seems like you have found the Peace Pill
take the road to an end you knew you'd see
it happens while stores keep feedin' our dreams
life lies beneath the mirrors we share
hurry up maybe you still can get there
working all day without a second of sleep
don't look back and you'll steal what you need
if you never let them get you lying
you'll never let them get you alive
and before the sun burns up your skin
you can always leave to that same old sea
find a way to not face the truth
keep it locked inside the best of you
the fear and shame of punishment'll be gone
buried by diamonds, dear you're done
there's a gun in every sin of the road
when they take every girl they need
like diamonds cuttin' down your throat
you gotta hurry to drown in that cold sea
if you never let them get you lying
you'll never let them get you alive
and before the sun burns up your skin
you can always leave to the same old sea
now that the diamond sea reflects in your eyes
just know growin' up means wearing a better lie
Nossa, essa vai ser pra sempre minha favorita <3
sábado, 11 de setembro de 2010
Postado por
qseumabrastemp
“Perhaps we don’t like what we see: our hips, our loss of hair, our shoe size, our dimples, our knuckles too big, our eating habits, our disposition. We have disclosed these things in secret, likes and dislikes, behind doors with locks, our lonely rooms, our messy desks, our empty hearts, our sudden bursts of energy, our sudden bouts of depression. Don’t worry. Put away your mirrors and your beauty magazines and your books on tape. There is someone right here who knows you more than you do, who is making room on the couch, who is fixing a meal, who is putting on your favorite record, who is listening intently to what you have to say, who is standing there with you, face to face, hand to hand, eye to eye, mouth to mouth. There is no space left uncovered. This is where you belong.”
that's all i need right now, to be quite honest...
ps.: resolvi abrir os comentários de novo, é.
ps.: resolvi abrir os comentários de novo, é.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Postado por
qseumabrastemp
Human beings are funny. They long to be with the person they love but refuse to admit openly. Some are afraid to show even the slightest sign of affection because of fear. Fear that their feelings may not be recognized, or even worst, returned. But one thing about human beings puzzles me the most is their conscious effort to be connected with the object of their affection even if it kills them slowly within.
Sigmund Freud
Freud explica, né? E obrigada por me aturar efusiva, Tamy. Quem diria te ter de volta aqui, hein? (:





