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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Alguém precisa me convencer
pois já está na hora de ver
quem eu realmente sou
e quem se esconde por trás desse ser.
Alguém poderia me oferecer
um pouco de pó no lugar desse arroz
E poemas escritos com lápis de olho
Em celebração à chegada dos dezoito.
Alguém poderia simplesmente vir
E ficar ao invés de sumir
Fincar algumas raízes na terra
Que admiro por trás dessa tela.
Pois entre fios e ligações
Há algum organismo que vive
Entre quedas e conexões
Há alguma doença que sobrevive
Como as feridas que eu pinto
Nesse escorpião maldito
Enquanto esfrego o benefício
Na cara de um velho amigo.
Alguém poderia lhe avisar
Do que restou do que ficou pra trás
Cobertas por seus novos artifícios
As lembranças de um perigo antigo
Que já perdeu forças e reações
Com as idas e vindas do indivíduo
Montando a sequência de suas razões
Na tentativa de um novo início.
Alguém precisa me acordar
Pois já está na hora de dormir
E tudo o quê fiz foi fingir
Saber calar o meu viver.

terça-feira, 7 de julho de 2009


Percorre os dedos pelas memórias
Calos se roçam contra as ondulações
Maciez e quentura ilusórias

Onde alimentas o poder da enganação

Socorre o ódio das mágoas

E afoga o amor no passado
Aquece o esquecimento

Prepara a estrutura e o cal

Transita entre as densas águas

Feito doce derretido, melado

Prepara com força o cimento

Aquece as lembranças e o caos

Coça, roça, espreme a virilha
Toma o curso num estalo

Foge, se esconde da vigília

De quem vive e sente como estátua

Então se levanta e começa a rodar

Cai e aprende a andar
É gente grande, outrem amante

Aprendeu a odiar

Então se rasga e aprende a dançar

Os versos queimados de outrem A
prendeu a perdoar

A mesma pele lisa e macia

O mesmo jogar de bacia

O mesmo fluído pulsa quente nas entranhas

Agora não mais vazias

quinta-feira, 2 de julho de 2009


Há pouco arrumei este jardim
Terra fofa, negra e quente
Recheada de sorrisos e piadas
Cravando tuas raízes em mim
Abrindo o caminho para os crentes
Desobstruindo o inviável.
Há pouco cultivei estas flores
Na terra quente, fofa e negra
Coloridas, frutos de tuas dores
Quando hoje a raiz se desintegra.
Não há espaço para o perdão
Onde cresce tanto orgulho.
Onde descansam os gritos abafados
De um desespero quase nulo
Que rasga o peito do ignorante
Lá no alto, quase inalcançável
Implorando por um pouquinho de atenção
Um carinho pra este ser tão abalado.
Há pouco fugi deste campo
Que cresceu feroz e veloz
Engoli tuas ervas daninhas
Fechei os olhos e segui andando
Carregada por este orgulho atroz.
Então, como quem não quer nada,
Como quem vem só por vir,
Volte e não diga uma palavra
Volte e me faça sorrir.
Por que meu orgulho me desconcerta
E a dor da solidão me desintegra
Mas não posso abrir mão
Do que com tanta força construí.
Essa proteção feroz em ação
Meu inabalável muro de Berlim.

Apenas volte, amigo, volte para mim.

Pois você me conhece tão bem,
Lê-me como ninguém.
E de cor, eu sei, você sabe
Não sou apenas paisagem.
Eu sou a mais alta das ilhas.
A mais dura das ilhas.
Incalcançável.

quarta-feira, 1 de julho de 2009


Aperto o copo contra o peito
A personificação do receio
Solitário velejo neste mar de gente
De alegrias, alergias, mutantes genes
Com o corpo truncado, trancado
Danço David Bowie de 9 às 6
Brindo Joy Division com todos vocês
Meus melhores amigos tão desconhecidos
Na orla brilhante de Ipanema
Esconderijo meu, teu e das baratas
Onde todos se defloram sem pena
Só porque a verdade é mais barata
E a salvação, inexata.
Aperto o copo contra o peito
Nesse círculo sem recheio
Pouco a pouco vou ficando azedo
Talvez seja hora de voltar
Talvez seja a hora de amar
Mas quem volta, sempre vai
E a frieza do amor sempre arde
Nas feridas do passado revisitado
Que o doutor não pôde costurar
Onde as memórias são digitais
E os amores passados, deletados
Mas ainda hei de amar
Nem que seja meu próprio capataz.
E então sorrio por Ipanema
Não é hora de olhar pra trás
Berro Janis Joplin com minhas pequenas
Por que é recebendo que se dá
O quê antes ficava trancado,
enterrado no peito apertado
pelo copo recheado de receio
onde este naufrago se perdeu
do quê antes era verdadeiro.

domingo, 28 de junho de 2009

fragmentos

E logo de cara via-se o aviso:
"Se encontrar minhas portas, quebre-as por favor."

terça-feira, 9 de junho de 2009

catch the wheel that breaks the butterfly

O lugar era frio, sempre; não importa se o relógio-termômetro marcava dezessete ou trinta e cinco graus, era sempre frio. Aquele frio mais gelado, do tipo que atravessa sua pele até alcançar o que ela esconde, macia e carinhosa, protetora. E hoje fazia frio, a pele gelava e ressecava como a árvore da idade ou coisa que o valha. A idade pesava, as idéias esvaiam-se e tudo caía naquilo que se era conhecido. Talvez fosse o cheiro do fumo com melado comprado em vão, guardado na mesinha de cabeceiras, que conferia ao quadrado de concreto um certo ar de plantação de maçãs, um pouquinho do campo na cidade nesse verão inventado.
O lugar era frio, vazio; branco. Quase que um caixão de três por seis. O cheiro era doce, era mesmo, quase como o freezer da sorveteria da Nossa Senhora. O quarto cheirava a morangos e champagne e cigarros de creme e pecados e maçãs importadas direto do Iraque em forma de fumo e sexo e vergonhas... E nada era dito, mesmo com o tanto que era pensado. Nada era vivido, sempre seguindo o que fora ensaiado por nossos pais há anos atrás. Mas o que é meu, é seu, menos a cruz que cada um carrega, meu irmão. Menos os erros que cometemos ou os pecados que temos que pagar. Mas o morango do meu champagne, isso você bebe. Mas a lepra da minha carne você não degusta não. E assim seguimos, entrando e saindo, daquele lugar vazio cheirando a menininhas recém-chegadas à maioridade.
O lugar era frio, vazio, branco e cheirava à lembranças escondidas num caixão de três por seis. A dor era tanta que se podia até abraçá-la, tentando aquietar a criança faminta de todos nós. Era a transição, a primeira menstruação, a primeira dor, o rompimento, a vergonha e o arrependimento. Era o quarto de amadurecimento, o destino final à matéria passada da validade. Mas a esperança era tanta que só se podia fugir, fugir dela, de você, de mim, até a criança faminta rugir de novo e voltarmos à tudo que era conhecido.
E não se tinha mais certeza, as dúvidas estavam fora de circulação e o que era verde virou azul, o que era vivo virou azul, o que era meu se perdeu e o que era seu se juntou aos nós, desatando cada entranha.
E a virgem cheirava à sexo; a intocada, manchada pela sujeira de mãos desconhecidas e desesperadas. Como um mapa marcando a rota até o lugar onde a razão descansa em paz e desinibida, é fácil. Seguir os pontilhados e chegar ao tesouro, trazer pra conta bancária e gastar com as meninas da esquina, é fácil. Suspirar com o Sol pesando em A mais B, também é. É como fugir, é instintivo. Assim como se perder na conversa. Já não sei mais por onde comecei ou aonde quero chegar. É só a mesma urgência de sempre de pôr tudo pra fora, de produzir algo que me traga o mínimo de orgulho próprio, de auto-estima. Mas de estimar eu entendo, ah entendo sim. Sempre o número arredondado, a informação mais próxima; nada nunca é certo, nada confirmado, nada é fincado nesse solo de concreto da terra das maçãs. Só o cheiro no vazio da falta daquilo que eu nunca tive. Só o quarto frio, vazio e branco.
Só eu.
Fria, vazia, apagada.
Só eu.
Cheirando à lembranças daquilo que inventei. Inebriada pelos morangos, pelo champagne, pelo cigarro de creme, pelos meus pecados, meus erros, meus antepassados, pelo sexo, pela dor, pela vergonha, pelas dúvidas... por viver.
Só eu.
Na terra das maçãs.

sábado, 23 de maio de 2009

"Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir os nãos que a vida me enfia pela goela a baixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar um café e continuar."

- Caio Fernando Abreu

terça-feira, 19 de maio de 2009


- "Hoje eu vi uma batida de carro. Foi bonita. Ninguém morreu."
Pausa para tragar.
- "Aconteceu na minha esquina, assim, bem debaixo da minha janela. Ninguém parou pra ver, só eu e ela. Estávamos com sono e tentávamos conversar sobre algo que fizesse sentido ou que tivesse algum conteúdo, em vão. Pois realmente estávamos com um puta sono, você me entende?"
Silêncio.
- "Mas aí então... ouvimos o barulho. Eu não liguei mas ela foi logo correndo pra janela, de curiosa que é. Falou que "Olha, nossa! Uma batida! Vem aqui ver!" e eu tava querendo era fumar, você me entende? Então eu pensei que ia mesmo era levantar e quebrar mais outra regra da minha mãe e fumar aqui no quarto mesmo. Mas aí eu logo desisti porque já, já a velha ia aparecer me dando bronca e eu não ia saber mais o que fazer pra poder fugir e... mas aí então eu vi a batida. Era bonita assim, tinha mulher no meio, né? Mas ninguém morreu. O cara, assim, era um táxi, sabes? Desses amarelos tipo crente que somos Big Apple mas aí tá, era um táxi e o carro de uma outra mulher, que parecia ser bonita, e nesse táxi tinha um passageiro de mochila, que também parecia ser bonito e tudo o mais, e ele saiu mancando, mas mancando sem motivo, você me entende? Por que a batida nem foi tão forte assim! Foi bonita pra cacete e tudo o mais porque foi bem aqui na esquina da Princesa Isabel, cara! Bem ali naquela parte que tem aqueles troços de concreto que mais parecem bancos, bem debaixo do relógio que olha só que coincidência, velho! No relógio mostra o horário, óbvio, e a temperatura. Umas três horas, por aí, não passava disso. E nem tava muito quente não. Mas o quê eu realmente queria te falar sobre esse relógio aí é que nele tem sempre uma propaganda de alguma coisa, sabes? E a propaganda da vez era desse novo filme do Tom Hanks, é. Mais um daquela saga do cara que eu esqueci o nome, até porque os livros dele são uma puta merda, mas enfim, o nome era Anjos e Demônios e aí eu pensei "Nossa, dá um troço legal pra escrever sobre!". 'Tá, mentira. Pensei porra nenhuma. Só lembrei agora que tava te contando isso que tinha essa propaganda desse filme aí no relógio."
Pausa para respirar fundo e tragar novamente.
- "Mas aí acabamos vendo o cara lá mancando e tentando atravessar a rua e ela disse que se fosse ela, o cara de mochila bonito e tudo o mais, ela não pagaria porra de corrida nenhuma e eu só concordei com a cabeça meio assim como quem não se importa o suficiente com a conversa pra abrir a boca mas também se importa o bastante pra não deixar nenhum silêncio tomar o lugar. Aí ela me deu um soquinho no braço e, 'tá, essa parte eu não me lembro muito bem se é verdade não mas deve ter sido bem assim mesmo, sobre o soquinho e tudo o mais, porque ela sempre faz isso! Mas aí então suspiramos e voltamos pros nossos lugares de antes, eu no computador, como sempre, e ela na cama, como sempre, com aquela cara de sono. E aí voltamos a tentar encontrar algum assunto que fizesse sentido o suficiente para nos despertar daquela marola louca de sono e o caralho, mas cara, quando você mais quer fazer sentido é quando você menos consegue, você me entende?"
Silêncio.
Traga novamente.
- "Aí ficamos naquela coisa assim, aqueles assuntos sem sentido, aquelas frases soltas, um gemido aqui, uma reclamação ali e então ficamos lá, meio que paradas no tempo. É nessas horas que eu percebo o quanto ela significa pra mim. Porque sabe, não é com qualquer um que eu consigo ficar assim nessa conversa sem eira nem beira, principalmente quando eu 'tô morrendo de sono e numa puta duma fissura pra fumar. Mas aí eu poderia passar a tarde toda daquele jeito olhando pro teto e a ouvindo reclamar. Mas aí resolvemos passar na minha tia porque ela pode sempre nos tirar do tédio e, caso estivesse assim toda sonolenta também, ela sempre estará fumando unzinho, você me entende? Aí ela fala assim, com aquele jeitinho de quem não sabe nada de porra nenhuma, exatamente o quê a gente precisava escutar. Desde qualquer besteira sobre a posição da Lua no nosso signo ou essas coisas de mantras tipo muxi-muxi ou o que o pó faz com a gente ou o quê ela fazia aos treze anos. E é bem numa dessas baboseiras que ela solta a pérola da vez. E, entre cigarros e conversas sérias e frases soltas e esperanças lançadas, eu passo assim as horas com amendoins e sucos de soja repousados em cima do violão desafinado. É bem legal quando você tem alguém assim que possa te acompanhar até a outra ponta da esquina só porque vocês estão com sono."
Pausa para tentar terminar o cigarro.
- "E nem parece falta de educação, sabes? Assim, ficar caladona do lado dela. Porque ela entende e ela vai tá sempre do meu lado, você me entende? Ela é a minha pessoa, cara! E assim falando esse bando de baboseiras eu me sinto com uns quinze de novo e pronta pra fazer qualquer merda que vá tomar o mundo. E assim, com ela do meu lado e tudo o mais. Só que aí, quando você tá nesse seu mundinho do sono, a hora passa tão rápido que logo eu tinha que descer pra buscar o meu neném na escola. E eu nem tinha reparado que eu já havia crescido tanto, você me entende? Mas eu sei que vou ter sempre aquela esquina pra dobrar com ela, pra voltar pra quem eu era, pra voltar a respirar. Porque é ela, cara. A gente é bem assim, feito uma batida de carro logo na Princesa Isabel. É, a gente é bem assim. Mas aí o tempo teve que passar, né? Ele sempre passa; ele sempre me passa, esse filho da puta. Mas um dia eu pego ele, ok? Ele que me espere."
Silêncio.
Traga pela última vez e apaga o cigarro.
- "Mas aí então... saímos de volta do nosso mundinho pro mundo dos homens, dos grandes. Mas não tem problema não, meu chapa, meu anjo 'tá comigo. E só descemos mesmo porque eu realmente precisava fumar e já, já a gente vai voltar. Ah vai."

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Meus vinte melhores amigos estão dentro de um maço de cigarro.

- f a t o.

domingo, 10 de maio de 2009


Carne cortada, derme remendada, ossos quebrados e nervos à flor da pele. O corpo completo, o ser como um todo.
Sangue pulsando quente e forte, jovem e limpo, limpo e limpo. O corpo grudado na alma, o ser como um todo.
Caminhei por dias entre diversas escolhas.
Caminhei por dias entre diversas possibilidades, sempre escassas, tão admiradas.
Se é natural? Não sei. Mas é forte, não há saída.
Se é pecado? Não sei. Mas é real, minha melhor recaída.
Não é motivo para grades e correntes, tentando racionalizar o que está acima da razão.
E nervos e costumes e valores e sentimentos e hormônios pulsando quentes contra a capa.
Não há motivo para tanto alarde, não há motivo algum para tanta confusão.
Dentro do amor não cabe nenhuma razão.
Se é o certo? Não sei. Mas é meu, e é definitivo.
Se é o melhor? Não sei. Mas é dela, e espero que seja infinito.
E todas as escolhas por entre as quais caminhei me levaram até ela.
Por entre diversas possibilidades, só tua árvore floresceu.
E a razão? A razão se enfureceu.
O dia escureceu.
E a liberdade se perdeu.
Um pássaro com asas cortadas não voa alto, mas voa.
E é assim, voando baixo, que voo para fora de tuas grades.
Não há motivo para tanto desespero se teu erro é meu acerto.
Voando baixo, assim baixinho e devagar mas certeiro, eu voo pra longe de tuas correntes.
Se é bonito? Sim, é.
Se é doloroso? Sim, é.
Se é em vão? Pouco me importa.
É meu e veio como um furacão. Pouco me importa se me quebra as pernas pois me trás vida.
Cada ferida aberta, cada batalha perdida - tudo é meu, tudo é dela e o conjunto é belo.
Carne servida, derme repartida, ossos esmigalhados e nervos adormecidos. O corpo em partes, o ser perdido.
Sangue escasso e podre, escorrendo pelas mentiras, tão jovem e sujo, sujo e sujo. O corpo esmagando a alma, o ser perdido.
Caminhei por entre consequências sempre tão duras.
Caminhei por dias entre o sim e o não, o desejo e a razão.
Mas dentro do viver não cabe razão alguma.
Se é natural?
Pecado?
Certo?
O melhor?
Doloroso?
Bonito?
Em vão?
Não sei.
E o seu?
Você não sabe;
nem quer saber.
É natural;
pecado em sua mais pura concepção;
é certo, errado;
o pior que eu poderia encontrar;
é lindo em cada traço horrendo;
é em vão, assim como qualquer outro amor.
Mas é meu.
E o seu?
E o seu?

sábado, 9 de maio de 2009

Ok.

quinta-feira, 7 de maio de 2009


E eu finalmente pude encontrar seus olhos outra vez.
E mergulhar
fundo
em minha própria decadência.

Não vá, por favor.
Diga o que quiser,
me trate como for.
Só não vá, por favor.

Preciso encontrar você,
te tocar,
te conhecer outra vez;
eu preciso consumir você.

Não vá, por favor.

Está me matando,
mas enquanto eu puder olhar em teus olhos,
seguirei te amando.

terça-feira, 5 de maio de 2009

i climb, i slip, i fall
reaching for your hands
but i lay here all alone.

if i could find out how
to make you listen now
because i'm starving for you here
with my undying love.

and i will breathe
for love tomorrow
'cause there's no hope for today
i will breathe
for love tomorrow
'cause maybe there's another way

i've always wanted you and i love you now.
now i do, i want you. i love you, i love you.
i've always wanted you and i always will.
i've never noticed but i need you, love you.
i've always loved you and i know, i always will.

domingo, 3 de maio de 2009

a perfect sonnet

cause that's all that you'll get
so you'll have to accept
you are here and then you're gone
but I believe that lovers should be tied together
thrown into the ocean in the worst of weather
left there to drown in their innocence
but as for me I'm coming to the final chapter
i read all of the pages and there's still no answer
singing, I believe that lovers should be chained together
thrown into a fire with their songs and letters
left there to burn
left there to burn in their arrogance
but as for me I'm coming to my final failure
i've killed myself with changes trying to make things better
and ended up becoming something other
than what I had planned to be
i believe that lovers should be draped in flowers
and laid entwined together on a bed of clover
left there to dream of their happiness


Conor Oberst - A Perfect Sonnet

sábado, 2 de maio de 2009

E eu nunca estive tão feliz de ter mudado.